Imagine um mundo onde todos fossem iguais? A discriminação decorre do medo, o diferente é desconhecido, representando uma ameaça ao indivíduo medroso e inexperiente. O indivíduo que valoriza as diferenças ganha muito em todos os aspectos - no universo de diferenças as possibilidades de escolhas e trocas são ilimitadas. Todos perdem com a discriminação: o discriminado por não ser aceito e discriminador perde a oportunidade de se enriquecer com a contribuição do outro.
Nós todos somos o amanhã!
Saturday, 23 February 2013
Meu filho não fala - mas sente sede!
Desde que
Arthur nasceu presenciei a preocupação de minha mãe, pediatra, em
ofertar água para ele sempre, inclusive fora do horário das
refeições – nem que fosse somente um golinho para molhar a boca.
Até nos momentos em que ele esteve de dieta zero, fazendo preparo
para cirurgia, ela nunca deixou de molhar a boquinha dele levemente
com água e passar uma gaze molhada com água fria pelos lábios.
SENTIR SEDE É MUITO RUIM.
Meu filho não fala, mas sente sede - nestes dias de calor extremo, com sensação térmica de 50oC, tenho me policiado em oferecer água para ele com frequência e, mesmo assim falhei - algumas vezes fui levada por ele a geladeira para apontar que queria água, demonstrando que não fui eficaz em saciar sua sede.
Mães cujos filhos não podem falar, precisam se conscientizar em ofertar o líquido com frequencia.
Nestes anos, percebi que muitas mães de crianças com paralisia cerebral não dão água para os filhos, especialmente crianças que são gastrostomizadas e vivem com a boca seca, lábios ressecados – obviamente não precisa virar água boca abaixo da criança para fazê-la bronco aspirar, mas molhar os lábios, umedecer a boca levemente, dá um conforto impar, especialmente neste calor.
Mamãe,
dê água para seu filho.
DEVEMOS
BEBER ÁGUA MESMO SEM SENTIR SEDE
É
importante manter o hábito de tomar vários copos ao longo do dia.
Quando temos sede é porque nosso organismo já está sentindo a
falta do líquido.
A sede é
um mecanismo natural do corpo humano que evita a desidratação e é
ela que deve regular o volume a ser ingerido por um indivíduo em
condições normais.
O limiar
da sede é alcançado com a perda de mais de 0,5% do peso em água
(adulto 80 kg = 400ml), aumento de 4mosm/l nos líquidos corporais e
perda de 10-15% do volume sanguíneo. Mas existe ainda a sede
decorrente de distúrbios do mecanismo da própria sede ou da
regulação do equilíbrio hidro eletrolítico (cólera, diabetes
insípidos, etc.).
Lembrem-se: beber refrigerantes,
café, leite ou suco não substitui a água.
QUANTIDADE
DE ÁGUA NECESSÁRIA
O corpo
humano é composto de 70% a 75% de líquido – assim, se
considerarmos uma pessoa com 70 quilos, são 49 litros de água.
Diariamente, o indivíduo perde, normalmente, cerca de 3% pela urina,
0,8% na transformação dos nutrientes em energia, 0,6% pelo suor e
0,5% na respiração.
O corpo de um adulto gasta uma média de 2 litros de água por dia em
suas funções (digestão, respiração, transformação dos
nutrientes em energia e também por meio do suor, da urina, das
fezes e até do vapor do ar expirado) - por isso a indicação de que
precisamos beber pelo menos 2 litros de água por dia, para repor o
que foi gasto e manter o equilíbrio. Obviamente tal quantidade é
uma média estimada pois varia de acordo com o metabolismo, a
estrutura corpórea, o tipo de exercício físico e até o clima.
Deve se levar em conta que os
alimentos também possuem água em sua composição, então, quem tem
uma dieta balanceada e não faz exercício pode cortar recomendação
2 litros pela metade.
As crianças precisam repor a água perdida. No caso dos bebês de
até 6 meses, o leite materno é suficiente para garantir a
hidratação – mas elas também sentem sede!
Até a adolescência, a necessidade diária varia de 500 mililitros a 1 litro – basta calcular: a cada grama de peso, 1 mililitro de água.
FUNÇÕES DA ÁGUA NO
CORPO
A água regula a temperatura
corporal, a pressão sanguínea, (o sangue consiste de 83% de água),
desintoxica, protege e lubrifica as juntas (os ossos consistem de 22%
de água), transporta nutrientes e oxigênio para as células,
umidifica o ar dos pulmões, ajuda no metabolismo e melhor absorção
celular dos nutrientes, (os músculos consistem de 75% de água),
facilita a comunicação neural, memória, concentração e atenção
(o cérebro consiste de 90% de água).
EFEITOS DANOSOS E
SINTOMAS DE DESIDRATAÇÃO
Devemos beber água antes de sentir
sede.
Os efeitos imediatos da privação
de água podem ser: sede, fatiga, fome, (muitas pessoas confundem
sede com fome), cansaço, dor de cabeça, intestino irregular,
cãibras, pressão sanguínea irregular, problemas de rins, pele
seca, urina cor amarelo escuro ou laranja, esta deve ser clara e sem
cheiro, impulsos nervosos mais lentos.
Fique atento aos primeiros sintomas, quando a desidratação é leve, a evacuação fica mais difícil e o volume de urina diminui e ela fica escura – isso já é um sinal de alerta! Depois a pele, os cabelos e os olhos ficam ressecados. O próximo sinal de desidratação é o aumento do cansaço e da sonolência, a diminuição no poder de concentração, indicando também uma queda no fluxo de oxigênio.
AGUA E FUNÇÕES CEREBRAIS
O cérebro é composto de aproximadamente 85% de água e depende de
acesso abundante à água.
A
água fornece energia elétrica para todas as funções cerebrais,
inclusive para os processos de memória e pensamento.
As
células do cérebro precisam de duas vezes mais energia do que
outras células do corpo e a água fornece essa energia de forma mais
eficientemente do que qualquer outra substância e é necessária
para a produção de hormônios e neurotransmissores no cérebro.
Quando
o cérebro está funcionando com um suprimento pleno de água, você
será capaz de pensar mais rápido, estar mais focado, e experienciar
maior clareza e criatividade.
Por isso, alguns sintomas da
desidratação são: lentidão mental, fatiga, depressão, raiva,
instabilidade emocional, dor de cabeça, insônia, stress e falta de
acuidade mental.
Estudos mostram que se você está
apenas 1% desidratado, você provavelmente terá 5% de diminuição
das funções cognitivas. Se seu cérebro fica 2% com menos água
corporal, você pode sofrer de uma lentidão de memória recente e
menos foco.
A desidratação prolongada,
por anos, estudos mostram, encolhem as células em tamanho e massa, e
pode resultar em demência, ao passo que hidratação apropriada
reduz o risco de enfermidades como Alzheimer e Parkinson.
BEBER ÁGUA EM EXCESSO
Água em excesso também causa
problemas pois pode sobrecarregar o sistema urinário, o corpo acaba
tendo que pôr a sobra para fora e acaba expelindo pela urina uma
quantidade muito grande de sais minerais, vitaminas do complexo B e
sódio.
BEBER ÁGUA EM JEJUM
A
hidratação em jejum é importante para a eliminação de toxinas.
QUALIDADE DA ÁGUA
É muito importante estar atento
para a qualidade da água. De acordo com os dados da Organização
Mundial da Saúde (OMS), 80% das doenças são causadas pelo consumo
de água contaminada. O despejo de poluentes, lixos, agrotóxicos e
metais pesados nas fontes de captação são causadoras de uma série
de doenças, como leptospirose, hepatite A, cólera, entre outras.
A água mineral ou filtrada é a
mais recomendada.
A água da torneira contém metais
pesados que se acumulam nas células, lesando-as e aumentando o risco
para doenças. Mesmo com o avanço no tratamento de água pelas redes
de abastecimento, a qualidade da água deixa a desejar. Além disso,
há casos de tubulações antigas, vazamentos que contribuem para o
acúmulo de sujeira e a agravante falta de limpeza nas caixas de
água.
Diante deste quadro, os filtros continuam sendo uma opção acessível e segura para obtenção de água de qualidade.
Diante deste quadro, os filtros continuam sendo uma opção acessível e segura para obtenção de água de qualidade.
A ESCOLHA DO FILTRO
Tenho me preocupado muito com a qualidade da água que está chegando em nossas casas e venho pesquisando sobre os tipos de filtro disponíveis:
- Filtro de Barro - Feito a mão, em argila tradicional, reduz as impurezas da água e mantém a temperatura fresca. Pode ser encontrado em várias versões mais modernas, em louça e plástico. Conta com o sistema de ‘velas filtrantes’ com carvão ativado ou nitrato de prata.
A higienização deve ser feita da seguinte forma: lavar as velas com bastante água corrente, sem usar sabão, detergente ou outros. Não usar escova de palha de aço, açúcar, sal ou produtos que desgastem a vela. - Filtro de pressão - É o mais moderno e também o mais comercializado, já que é de fácil instalação, sendo acoplado diretamente na torneira. Reduz o gosto de cloro e as impurezas, retendo partículas sólidas. Filtra a água com rapidez, sem adição de produtos químicos. Possui parede filtrante com material cerâmico microporoso e carvão ativado.
- Purificador - A ação comum a todos os purificadores consiste no tratamento físico-químico da água e a retenção de resíduos, impurezas e também cloro, eliminando odores. Possui diversos estágios de filtração e purificação. O processo de filtragem se dá por meio de minerais, como quartzo e dolomita, além de carvão ativado para a absorção do cloro, substâncias químicas usadas nas estações de tratamentos.
Acredito que, no momento de decisão da compra, a
melhor forma de se obter a garantia do aparelho é optar por aqueles
que tenham o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial (Inmetro). Este certificado assegura que o
produto atende as normas de qualidade e segurança exigidas para sua
comercialização, preconizada pela Associação Brasileira das
Empresas de Filtros, Purificadores, Bebedouros e Equipamentos para
Tratamento de Água (Abrafipa).
Tuesday, 19 February 2013
Quem educa melhor? Os pais ou o Estado?
Esta semana constatamos mais uma vez, a perseguição de pais que desejam educar seus filhos em casa.
O Ministério Público e o Judiciário processando e punindo pais por "abandono intelectual" como foi visto na reportagem do Fantástico - PAIS DE CRIANÇAS "NORMAIS", "SADIAS".
O mesmo ocorre com pais de crianças deficientes? Claro que não!
Estes pais, se não procurarem a escola, não serão importunados - ao contrário, se não levarem seus filhos para a escola, não lutarem pela inclusão, estão fazendo ainda um favor às Autoridades, que estão muito despreparadas para lidar com inclusão e acessibilidade.
A inclusão é um direito mas, na prática, continua sendo uma utopia, como se pode verificar na pela denúncia feita pelo RJTV. A
legislação existe mas nem sempre as escolas estão preparadas - falta
acessibilidade e preparo em geral de funcionários e professores, além de preconceito.
Tenho vivenciado na escola situações de exclusão, bullying,
preconceito e até nepotismo. Pais de crianças portadoras de necessidades
especiais tendo dificuldade de matricular criança na escola e ver
atendidas as necessidades de seus filhos. Crianças portadoras de Alergia Alimentar sendo recusadas pelas escolas particulares que não querem se responsabilizar por cuidados especiais que visam manter a integridade destas caso decidam experimentar uma balinha oferecida por um colega!
As escolas estão preparadas
somente para o atendimento ao aluno padrão e completamente
despreparadas para aqueles que não se enquadram dentro desse modelo
padronizado previamente.
A escola não é a única opção que existe para a socialização e que ao
optar pela educação domiciliar os pais não estarão privando seus filhos
da socialização - aliás, socialização não é prerrogativa exclusiva da escola e nem seu objetivo principal, as recentes experiências com a prática de Bullying e com os obstáculos na inclusão dos portadores de deficiência demonstram que a escola também promove exclusão - e não queremos que nossos filhos crescendo com preconceito
e segregação.
Estamos cansados de segregação, ainda mais do
modelo pedagógico usado em algumas escolas de classificação de alunos
em turmas A, B e C, pelo critério da maior aptidão, que está na contramão da
direção desse progresso intelectual. Em algumas escolas particulares, as
"melhores cabeças" já são selecionadas em provinhas, aos 04 e 05 anos de
idade. Vão para a turma "A", onde todos são muito bonitos, saudáveis,
tiram notas parecidas, podem comprar o mesmo brinquedo, etc. Resultado: a
criança é criada num gueto, com a falsa impressão de que o mundo é
daquele jeito. Não aprende a lidar com certas dificuldades porque nem
sabe da existência delas e, no futuro, se for reprovada num teste, não
saberá como enfrentar essa situação. Se sofrer um acidente, perdendo uma
perna, por exemplo, será capaz de suicidar-se por total despreparo
emocional.
Enquanto as escolas públicas
abrem as portas para a as familias, comunidade e os "Amigos da Escola",
algumas escolas particulares estão fazendo de tudo para afastar a
família e os "alunos diferentes" a fim de esconder a prática de bullying e evitar ações
judiciais ao invés de participar ativamente da construção de cidadãos
em conjunto com as famílias, indo na contra-mão da pedagogia moderna e
da política educacional.
NÃO SOU CONTRÁRIA A ESCOLA, SOU A FAVOR DO DIREITO DE ESCOLHA DOS PAIS SOBRE A FORMA DE EDUCAR SEUS FILHOS - e os motivos que levam os pais a optar pelo homeschooling vão desde a
insatisfação com as escolas e bullying ao medo em relação a integridade
física e psicológica dos filhos, motivos válidos.
Também não vejo nenhuma proibição legal ao homeschooling que leve o MP e o Judiciário a perseguirem famílias, como se não tivessem coisas mais importantes para fazer ou ações mais importantes para se dedicar.
O art. 55 do ECA é, a meu ver, inconstitucional na medida em que, em seu texto literal prevê que " os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou
pupilos na rede regular de ensino." enquanto a Constituição diz que "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento
da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho" - o Estado tem o dever de oferecer mas se os pais tem condições de oferecer aos filhos uma educação melhor do que a ofertada pelo Estado, não pode existir qualquer impedimento!
Wednesday, 13 February 2013
Banhoterapia - A terapia do Amor
Logo que
Arthur nasceu, após seu primeiro exame auditivo (BERA) e do
diagnóstico de surdez dado ainda na UTI neonatal, o próprio médico
convidado para realizar o exame me acalmou e disse para analisar os
resultados com desconfiança e repetir o mesmo exame algumas vezes
pois muitas coisas poderiam estar interferindo no seu resultado.
Devo
lembrar que, quando Arthur tinha 2 meses, fui chamada pela médica
responsável pela UTI e recebi o que denominei minha primeira carta
de despejo – ela queria que eu buscasse um hospital para transferir
Arthur pois ele não tinha expectativa de vida, era severamente
comprometido e, com suas próprias palavras: “Ele é completamente
surdo, nunca vai andar, sentar ou sequer controlar a própria
cabeça. Ele só irá pra casa com home care e não vai
passar dos 5 anos. Não quero que ele morra nas mãos da minha
equipe.” Essa mesma profissional (que a meu ver não merece ser chamada de médica) sentenciou meu filho e repetiu muitas vezes que seus cuidados eram apenas paliativos - Mas minha mãe e eu nunca acreditamos neste diagnóstico.
Conhecer este neurologista, foi uma das poucas coisas boas que me aconteceu naquela unidade hospitalar e, obviamente ele nos acompanha até hoje e é um dos meus queridos neurologistas pediátricos. Repetimos tal exame 4 vezes até provar que Arthur não era surdo.
Um ano
depois do nascimento fomos transferidos para internação domiciliar.
Chegamos em casa, Arthur tinha os braços contraídos, espásticos,
quase não os movimentava e praticamente só nos cumprimentava com
os pés – o que presumi ter sido causado por estar sempre
imobilizado por conta dos acessos venosos e fios que o cercavam na
UTI. Já sob orientação da minha mãe, que é pediatra, começamos a trabalhar o relaxamento dos braços, a movimentação dos dedinhos, etc.
Este neurologista, em sua primeira visita domiciliar, ao ser indagado sobre tudo o que poderia ser feito pelo Arthur para que ele tivesse uma vida feliz e confortável me disse que todo tipo de estímulo era bem vindo, o toque das mãos, texturas diferentes, sensação de quente e frio, etc. Lembrei de uma passagem do filme “o Óleo de Lourenzo” na qual a mãe diz para o filho “Lorenzo, diz pro seu dedinho, dizer pro seu pezinho, dizer pra sua perna...” - acompanhando o caminho do estímulo até o cérebro - e, a partir daí, criamos rituais de massagem, banho e brincadeiras que garantiram a ele um grande progresso, tudo sempre de forma lúdica, sem sofrimento.
Um dos rituais mais valorizados por nós é o ritual do banho, onde praticamos a BANHOTERAPIA.
O uso da
água é umas das terapias naturais mais antigas, simples e eficazes.
A água é símbolo de purificação e limpeza, associada à origem
da vida e à qual foram atribuídos poderes de cura e regeneração.
Ela tem um poder especial para ajudar no combate do estresse e
rejuvenescer o corpo. Ela age sobre a pele e os músculos, acalma os
pulmões, coração, estômago e sistema endócrino estimulando os
reflexos nervosos na espinha dorsal.
Normalmente
a Banhoterapia é feita através de do banho de ofurô em razão de
seus efeitos mecânicos e ou termais. Ela visa tonificar o corpo,
estimular a digestão, a circulação, o sistema imunológico e
aliviar a dor, além de contribuir para eliminação de toxinas
através da pele. Mas, na falta do ofurô, a Banhoterapia pode
muito bem ser adaptada e ainda assim apresentar resultados
gratificantes pois a criatividade e o desejo de estimular podem
superar a falta de recursos técnicos.
Arthur e
eu praticamos nossa Banhoterapia de diversas maneiras: na piscina,
na banheira de hidromassagem, no bacião ou até mesmo em um bom
banho de mangueira!
Colecionamos
esponjas e escovinhas com texturas diferentes, brinquedos próprios
para banho e utensílios diversos para fazer bolhas de sabão.
Depois de observar a alegria do Arthur após um banho colorido com
permanganato de potássio, providenciei uma banheira de hidromassagem
com cromoterapia. Para evitar problemas com alergia, não usamos
nada que contenha aromas ou corantes – só usamos sabonete líquido
da Granado ou infantil da Johnson – até nossas bolhas de sabão
são à prova de lágrimas!
Não preciso dizer que os ganhos do Arthur foram enormes, inclusive na coordenação motora fina - ele já está jogando videogame (Nintendo DS XL) sozinho!
Recomendo a Banhoterapia do Amor para todas as mães especiais.
Não preciso dizer que os ganhos do Arthur foram enormes, inclusive na coordenação motora fina - ele já está jogando videogame (Nintendo DS XL) sozinho!
Recomendo a Banhoterapia do Amor para todas as mães especiais.
Friday, 4 January 2013
Repúdio à intolerância elitista que está imperando nos meios de comunicação!
A intolerância elitista está dominando os meios de comunicação.
Fechamos o ano debatendo os comentários infelizes de uma psicóloga veiculados no programa Domingão do Faustão sobre o massacre na escola em Newtown, nos Estados Unidos, e que provocaram danos irreparáveis à todo um trabalho que tem sido feito a favor da inclusão e da luta contra o preconceito que existe contra pessoas que tenham alguma enfermidade mental.O discurso apresentado no referido programa iguala Hannibal Lecter, o psicopata canibal do filme "O silêncio dos inocentes" com Sheldon Cooper, do seriado "The Big Bang Theory". Ora, não precisa ser um expert para saber que um psicopata é capaz de entender com maestria a mente dos outros, a ponto de manipular, enganar e, então, roubar ou matar.
Já os portadores da Síndrome de Asperger - uma síndrome do espectro autista - são ingênuos e têm uma fixação por seguir regras e leis, não têm malícia e não conseguem mentir, nem fazer nada que considerem errado.
Infelizmente as pessoas tendem a atribuir uma atitude abominável como matar crianças inocentes à algum problema mental e acabam por generalizar e esteriotipar todas as pessoas que tem alguma enfermidade mental e esperar delas atitudes violentas - já vi pessoas dizerem que crianças com paralisia cerebral ou sindrome de down são violentas e isso não é verdade.
Eu mesma estou cansada de me deparar com pessoas que ficam realmente surpresas ao ter contato com meu filho (que tem apenas uma paralisia cerebral) e perceberem o quão carinhoso ele é - pessoas que já chegam perto dele com medo ou esperando alguma reação violenta!
Como salientou Patricia Kogut, a TV, mais que todas as mídias, tem o poder de formar opiniões - e por isso mesmo não pode tratar de determinados assuntos de forma irresponsável sob pena de causar danos irreparáveis.
Fechamos o ano debatendo os comentários infelizes de uma psicóloga veiculados no programa Domingão do Faustão sobre o massacre na escola em Newtown, nos Estados Unidos, e que provocaram danos irreparáveis à todo um trabalho que tem sido feito a favor da inclusão e da luta contra o preconceito que existe contra pessoas que tenham alguma enfermidade mental.O discurso apresentado no referido programa iguala Hannibal Lecter, o psicopata canibal do filme "O silêncio dos inocentes" com Sheldon Cooper, do seriado "The Big Bang Theory". Ora, não precisa ser um expert para saber que um psicopata é capaz de entender com maestria a mente dos outros, a ponto de manipular, enganar e, então, roubar ou matar.
Já os portadores da Síndrome de Asperger - uma síndrome do espectro autista - são ingênuos e têm uma fixação por seguir regras e leis, não têm malícia e não conseguem mentir, nem fazer nada que considerem errado.
Infelizmente as pessoas tendem a atribuir uma atitude abominável como matar crianças inocentes à algum problema mental e acabam por generalizar e esteriotipar todas as pessoas que tem alguma enfermidade mental e esperar delas atitudes violentas - já vi pessoas dizerem que crianças com paralisia cerebral ou sindrome de down são violentas e isso não é verdade.
Eu mesma estou cansada de me deparar com pessoas que ficam realmente surpresas ao ter contato com meu filho (que tem apenas uma paralisia cerebral) e perceberem o quão carinhoso ele é - pessoas que já chegam perto dele com medo ou esperando alguma reação violenta!
Como salientou Patricia Kogut, a TV, mais que todas as mídias, tem o poder de formar opiniões - e por isso mesmo não pode tratar de determinados assuntos de forma irresponsável sob pena de causar danos irreparáveis.
Agora, mais uma vez, nos deparamos com outra matéria absurda publicada na revista VEJA - após o recente repugnante e preconceituoso artigo “Parada gay, cabra e espinafre”) e que, mais uma vez vem prestar um deserviço à sociedade: o artigo "O Ano das criancinhas mortas" de Lia Luft.
Segundo a autora: "O politicamente correto agora é a inclusão geral, significando também que crianças com deficiência devem ser forçadas (na minha opinião) a frequentar escolas dos ditos 'normais' (também não gosto da palavra), muitas vezes não só perturbando a turma, mas afligindo a criança, que tem de se adaptar e agir para além de seus limites - dentro dos quais poderia se sentir bem, confortável e feliz".
Para a Autora "inclusão geral" é apenas um modismo politicamente correto que obriga os os deficientes a conviver com seus coleguinhas da escola tradicional e se "afligem" por isso - como se ela tivesse a certeza de que vivendo segregados das demais crianças da mesma idade, as crianças deficientes vivem "bem, confortáveis e felizes".
O texto reflete a intolerância elitista da Autora e foi muito bem rebatido pelo Jornalista Andrei Bastos em uma critima que merece ser lida - infelizmente muitas pessoas se atrevem a falar do que não sabem, do que não conhecem e acabam dizendo asneiras, nos deixando sempre indignados com tamanha ignorância.
De minha parte, sem correr o risco de ser repetitiva, volto pontualmente aos comentários que fiz na oportunidade da reportagem "Inclusão de crianças com deficiências em escolas comuns é um desafio" - que tratou sobre a luta do Arthur pelo seu direito de frequentar uma escola regular, exibida no Jornal da Record News, onde o comentário da psicóloga Maria Luísa Bustamante - "o convívio não pode ser empurrado pela goela abaixo dos professores e dos alunos sem que haja um cuidado e uma preparação" - também provocou um grande estrago:
De minha parte, sem correr o risco de ser repetitiva, volto pontualmente aos comentários que fiz na oportunidade da reportagem "Inclusão de crianças com deficiências em escolas comuns é um desafio" - que tratou sobre a luta do Arthur pelo seu direito de frequentar uma escola regular, exibida no Jornal da Record News, onde o comentário da psicóloga Maria Luísa Bustamante - "o convívio não pode ser empurrado pela goela abaixo dos professores e dos alunos sem que haja um cuidado e uma preparação" - também provocou um grande estrago:
- Não se pode falar de crianças especiais como se estas fossem uma coisa desagradável, aberrações que estão sendo impostas aos professores e demais alunos.... são seres humanos, pessoas em desenvolvimento, crianças, que precisam de amor, atenção e respeito independente de qualquer preparo.
- NÃO EXISTE CURSO DE ACEITAÇÃO DE PESSOAS ESPECIAIS, Não existe preparação para se receber, aceitar e respeitar um ser humano - quando se fala em preparo para inclusão este é em benefício do deficiente, está direcionado ao preparo profissional especial para ajudar o deficiente a desenvolver seu potencial e superar suas limitações.
- As deficiências não são somente inatas e podem ser adquiridas a qualquer tempo, por qualquer pessoa - nenhuma mãe faz um curso especial para ser mãe de uma criança deficiente e não existe nenhum curso preparatório para pessoas antes de sofrer um acidente que lhes limitará suas habilidades.
- A diferença existe em todo lugar, pessoas portadoras de necessidades especiais frequentam shoppings, praças, supermercados e ninguém precisa de um preparo especial para frequentar tais locais ou deixa de frequentá-los para afastar-se das diferenças.
- Os pais sabem que, na escola, seus filhos estarão em contato com outras pessoas e que, em não pode haver distinção de qualquer espécie seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza - ninguém põe o filho na escola esperando que esta lhe forneça um mundo de fantasia e isolamento, afastando-os da realidade da vida.
- Este tipo de opinião já gerou campos de concentração, apartheid, genocídio e, em escolas, gera Bullying quando um colega ou um professor resolve "não engolir o outro goela abaixo" - vivemos em sociedade e temos que nos comportar civilizadamente, respeitando normas jurídicas, sociais, morais e éticas.
- Um professor não pode recusar um aluno ou escolher um aluno. Se ele escolheu lecionar, tem que aprender a atender todos os alunos. Se não se sente preparado, que busque ajuda e se prepare - Se não tem competência, gabarito ou intensão de atender a todos, é melhor que escolha outra profissão - se é que existe alguma profissão cujo exercício permita a exclusão! E o mesmo serve para qualquer outra pessoa, mesmo outros alunos e pais de outros alunos.
Não posso deixar de ressaltar o bem enorme que o convívio com as crianças deficientes faz para as faz para às crianças "ditas normais" - talvez elas sejam as que mais tenham a ganhar com a inclusão. E vou além, me atrevo a dizer que modelo pedagógico usado em algumas escolas de
classificação de alunos em turmas A, B e C, pelo critério da maior
aptidão, está na contramão de direção desse progresso
intelectual. (algumas escolas particulares já começam a selecionar as "melhores cabeças"
em provinhas, aos 04 e 05 anos de idade). São alunos padronizados - os alunos que vão
para a turma "A", onde todos são muito bonitos, saudáveis,
tiram notas parecidas, podem comprar o mesmo brinquedo, etc.
Resultado: a criança é criada num gueto, com a falsa impressão de
que o mundo é daquele jeito. Não aprende a lidar com certas
dificuldades porque nem sabe da existência delas. Num futuro, se for
reprovada num teste, não saberá como enfrentar essa situação. Se
sofrer um acidente, perdendo uma perna, por exemplo, será capaz de
suicidar-se por total despreparo emocional.
Vivemos em uma sociedade plural e estamos na ERA DOS DIREITOS HUMANOS - NÃO EXISTE MAIS ESPAÇO PARA A INTOLERÂNCIA, não existe mais espaço para a exclusão, não podemos mais admitir nenhuma forma de preconceito!
Proponho a todos um momento de reflexão: VOCÊ QUER SER RESPEITADO? Ótimo, todos nós queremos! Você gosta que respeitem à sua dignidade? Todos os demais seres humanos também!
E, mais uma vez, para aqueles que só entendem a linguagem popular: todo mundo tem que engolir todo mundo, "o direito de um termina quando começa o do outro", a relação entre as pessoas é como uma rua de mão dupla "os normais têm que engolir os deficientes na mesma medida que os deficientes têm que engolir os normais"; para sermos respeitados, temos que saber respeitar; "o vento que venta lá, também venta cá", e assim por diante.
Monday, 24 December 2012

FELIZ NATAL
Queridos Amigos,
2012 foi um ano difícil, com muitas intercorrências médicas e muito
trabalho. Foi um ano exaustivo na luta contra a exclusão, o preconceito e o
bullying mas o saldo é sempre positivo.
Conheci
pessoas maravilhosas, ativistas como eu, pessoas que lutam contra todo o tipo
de preconceito e não têm medo de arregaçar as mangas, manifestar sua opinião,
colocar a face à mostra e lutar - não só
por si mas também pelo próximo - ao
invés de se enrustir, ficar em cima do muro e fingir que não viu... São pessoas que têm esperança e que desejam
lutar para deixar um mundo melhor para seus filhos - são essas as pessoas que
desejo ter sempre ao meu lado.
Minhas crianças trocaram de escola e foram muito bem recebidas, não só pela equipe mas também pelas demais crianças e suas famílias - após 3 anos lidando com exclusão e preconceito, me senti em outro mundo, e não deveria ser assim!
Minhas crianças trocaram de escola e foram muito bem recebidas, não só pela equipe mas também pelas demais crianças e suas famílias - após 3 anos lidando com exclusão e preconceito, me senti em outro mundo, e não deveria ser assim!
Sigo firme no propósito de que precisamos
humanizar o mundo e tocar o coração das pessoas. Nada é impossível e não devemos desperdiçar as chances que nos são
dadas.
Não podemos nos acomodar, é preciso demonstrar que realmente nos
importamos.
Temos uma missão enorme a cumprir que vai muito
além de cuidar de nossos filhos.
Temos o dever
de mudar o mundo para eles, torná-lo acessível e receptivo e, fazer o
que parece impossível: HUMANIZAR O SER HUMANO!
Precisamos semear a solidariedade e respeito ao próximo para colher amor - o amor, a compreensão e a solidariedade podem transformar muitas vidas.
Precisamos semear a solidariedade e respeito ao próximo para colher amor - o amor, a compreensão e a solidariedade podem transformar muitas vidas.
Feliz Natal e um 2013 de saúde, paz, amor, humanidade, solidariedade,
inclusão e sem preconceito - são os sinceros votos de minha família abençoada e feliz.
Consuelo e Gareth,
Aline e Luiz, Ivani e Ana Nery, Ana
Helena e Arthur.
Saturday, 15 December 2012
BRINQUEDOS EDUCATIVOS
A melhor forma de se aprender é brincando e, por isso, a importância de se escolher os brinquedos.
Infelizmente, atualmente, a falta de tempo para dedicar às crianças fazem pais
acreditar que a quantidade de brinquedos pode satisfazer a necessidade
dos filhos, o que não é verdade. Os pequenos então, não precisam de muitos e podem passar o dia todo envolvidos apenas com um brinquedo - por isso precisamos saber escolher o brinquedo certo.
É na infância que temos maiores condições de adquirir conhecimentos
sobre os mais diversos assuntos e a criança deve aprender brincando.
Devemos escolher o brinquedo que convida a pensar, para que os pequenos
tenham a oportunidade de experimentar possibilidades de aprendizagem e desenvolver a criatividade. E essa é máxima no que diz respeito aos brinquedos educativos. Eles
são capazes de exercitar as habilidades, a percepção e a concentração
enquanto a criança se diverte.
Atualmente, cada vez mais os brinquedos fazem tudo sozinhos e isso pode significar falta de estimulo para as crianças.
Apesar do Arthur ser uma criança totalmente informatizada, que não vive sem seus brinquedos eletrônicos (DVD Player Portátil, Nintendo DS, Nintendo Wii, laptop, Ipod e Ipad, além de todos os controles remotos que nos cercam), estou sempre procurando brinquedos educativos que motivem Arthur a desenvolver todo o seu potencial.
As habilidades psicomotoras de uma criança são desenvolvidas através de brinquedos de raciocínio lógico, que cativam a atenção da criança e a convidam a entrar no mundo lúdico, potencial que talvez com brinquedos eletrônicos ela não consiga acessar.
Os brinquedos educativos variam de todos os tipos de livros (livros de páginas duras, livro de sensações,
odores, cores, animais, letras), passando por brinquedos de madeira
próprios para a percepção corporal da criança, noção de espaço e equilíbrio, e também jogos de montar,
onde o raciocínio lógico é exigido para que ele seja resolvido.
Um simples joguinho pode ensinar a se relacionar com
amigos, passar a entender julgamentos como ganhar, perder e competir. Os jogos ajudam o raciocínio, a fazer cálculos, ensinam história e até mesmo melhora a linguagem da criança. Os
jogos da memória fazem grande sucesso e são capazes de estimular a
inteligência.
Tenho notado, por experiência própria, que os brinquedos lúdicos tem contribuido para o desenvolvimento do Arthur, que tem progredido muito ão só na sua parte motora, na apreensão de objetos, movimento de pinça mas principalmente também na parte cognitiva.
Na foto, minha mais nova aquisição - a mesa com bobina de papel foi um sucesso com as crianças e já está disponível para aquisição em nossa loja virtual sob encomenda.
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