Nós todos somos o amanhã!

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Tuesday, 12 January 2016

Mães, não abandonem seus filhos por causa da deficiência!

Aedes aegypti, Dengue, Chikungunya e Zica - uma epidemia, de fato. Enquanto todo o Brasil está preocupado com um surto de microcefalia, eu, Consuelo, estou alarmada com a quantidade de mães pensando em abortar ou abandonar seus filhos por causa da microcefalia. E meu medo não é infundado: famílias realmente abandonam crianças com microcefalia e paralisia cerebral !

Ser mãe de uma criança com deficiência é apenas SER MÃE, no sentido mais amplo da palavra, ser a mãe que toda criança deveria ter, tenha ela alguma deficiência ou não! E também é ser muito amada.


Quando decidi ter um filho, não sabia que ele seria "diferente" mas já sabia que minha vida iria mudar completamente, que eu perderia minha independência, deixaria de ser dona de mim mesma, de ser a prioridade em minha vida, dona de minhas vontades para ser simplesmente mãe de alguém muito desejado e especialmente amado. E foi exatamente o que aconteceu, assim que a gravidez foi confirmada, deixei de ser eu, Consuelo, com todos os meus predicados sociais e profissionais para ser a "mãe do Arthur"!

Ser mãe é um "cargo" para o qual não temos direitos à férias, folga, hora de descanso, lanche ou almoço - é um caminho sem volta, um compromisso para a vida inteira!

Pode parecer um exagero de minha parte mas, para mim, nenhum pai ou mãe podem ou devem respirar aliviados em momento algum, NUNCA! O respirar aliviado ou uma piscada de olho são responsáveis por acidentes terríveis e permitem que os pais faltem com seu dever de cuidado. Quantos descuidos permitem que crianças crianças saudáveis se tornem crianças deficientes após uma queda, se afoguem em uma piscina ou sofram queimaduras horríveis em "acidentes" domésticos?


Gravidez e Maternidade são assuntos muito sérios, vinculados necessariamente ao desejo de assumir uma grande responsabilidade e fazer renúncias e por isso mesmo, trata-se de uma decisão que não devem ser tomada de forma inconsequente, no calor da juventude. Casei e engravidei depois dos trinta anos, com carreira estabilizada e sucesso profissional, depois de ter viajado bastante e, porque não dizer, curtido bem a vida. Por isso mesmo, não lamento, em momento algum, todas as mudanças que tive que operar em minha vida nem das escolhas que fiz, pois largar tudo para cuidar do Arthur foi um preço muito pequeno comparado a descoberta do amor incondicional e ao prazer diário que tenho quando estou no foco daquele olhar especial, que só ele sabe me direcionar.

Não vou fingir que criar qualquer criança é uma tarefa fácil, não é, ainda mais quando precisa de estimulação precoce e cuidados especiais. Mas quem disse que não se trata de algo prazeroso e cheio de recompensas? É tudo uma questão de valores e pontos de vista.

Eu sei que abdiquei de uma carreira internacional, viagens, e do amado magistério para acompanhar cada sessão de fisioterapia, dar cada banho, trocar fralda e ainda não deixei de ser esposa ou de trabalhar fora - vivo na jornada tripla da mulher moderna, usando usar os intervalos com sabedoria e dormindo menos, mas vivo muito feliz e meu cansaço é também revigorante!

Não transfiro minhas obrigações de mãe ou delego nenhuma atividade direta com meu filho sem minha presença, apesar de ter enfermagem tempo integral! Ser mãe não se resume em dar à luz, é suprir, proteger, criar, educar, é ser o "primeiro tudo" do filho: primeiro médico, primeiro enfermeiro, primeiro terapeuta, primeiro professor... a mãe é a pessoa mais próxima do filho, é quem está sempre ao alcance para prestar a primeira informação ou o primeiro socorro - esse é o meu lugar, um lugar do qual não abdico em momento algum e não cedo para ninguém, apenas para meus pais, que me criaram para ser exatamente a mãe que sou! E digo mais, se a mãe não é a pessoa mais próxima do filho, é porque algo está errado, muito errado!



Dez anos já se passaram desde que ele foi desenganado em uma UTI neonatal, sua sentença era clara: “ ele não vingaria, seria completamente surdo, nunca andaria, sentaria ou teria controle da própria cabeça, viveria como um vegetal, preso à maquinas e jamais dos 5 anos de idade.” Como médicos podem dar uma sentença assim? Ninguém pode, em momento algum, avaliar o potencial de uma pessoa e condená-la à morte, à exclusão, à uma condição de pessoa de segunda classe em cima de diagnósticos médicos, muitos dos quais podem ser totalmente equivocados.




E como eu sempre digo: "Se alguém tem que ser exigente com ele, obrigá-lo a comer quando não quer, impor obstáculos, remédios e exercícios muitas vezes indesejados, esta pessoa tem que ser EU, a mãe dele, a mesma mãe que vela seu sono, o acaricia e o esquenta durante às noites. Não gosto que ninguém mais o alimente, o acalente, brinque com ele ou o faça dormir. Gostaria de ter super poderes para não precisar dormir, comer ou descansar, para não precisar ter que dividi-lo com ninguém. Gostaria de ter oito braços, uma coluna de ferro e energia para ficar 24 (vinte e quatro) horas por dia em alerta."

É por isso que faço um apelo: MÃES, NÃO ABANDONEM SEUS FILHOS POR CAUSA DA DEFICIÊNCIA, eles precisam de nós mas também precisamos deles, acredito sinceramente que eles fazem muito mais por nós do que nós por eles, são os únicos seres que sabem amar sem medida e ensinar o verdadeiro significado de amor incondicional.  Sei que somos humanas, erramos, cansamos mas optem por buscar ajuda ao invés de desistir.

Aproveito para disponibilizar nosso canal no Youtube aonde compartilho vídeos mostrando que ser feliz,  amar, criar e educar uma criança com deficiência. 









Saturday, 16 August 2014

Ser mãe é tempo integral! (Artigo de 05/12/2013 para o Portal Eu Sou Especial)


Esta semana me deparei com o seguinte desabafo no facebook: " Para os pais de autista, tudo gira em torno do autismo. Não dá para desvincula-lo da nossa vida. Tudo é azul desde que amanhece até anoitecer.24 horas por dia! Ano à ano! Quando nós pais, poderemos respirar aliviados? Socorroooooooooooo......"

Li, reli, refleti - depois comecei tudo de novo... Espero que não terminem por LAMENTAR alguém ter me chamado nesta conversa.

Em primeiro lugar, devo dizer que, para mim, nenhum pai/mãe, no sentido mais amplo e protetor que esta palavra deve ter, pode ou deve, respirar aliviado NUNCA. É pela respiração aliviada de uns que muita criança vira um PC depois de uma queda "acidental" ou algum "acidente" na piscina. O respirar aliviado faz com que pais faltem com seu dever de cuidado para qualquer criança, tenha ela necessidades especiais ou não.
 
Ser mãe é tempo integral, é um "cargo" para o qual não temos férias, folga, hora de almoço e é para a vida inteira - a maternidade é, de fato, um caminho sem volta, graças a Deus! Não consigo  e nem quero imaginar a dor de perder um filho.

Quando decidi ter um filho, não sabia que ele seria "diferente" mas já tinha em mente que minha vida iria mudar: eu deixaria de ser dona de mim mesma, de minhas vontades, de ser prioridade  e o centro da minha vida,  perderia minha independência.  Desde o momento em que foi confirmada a gravidez, deixei de ser eu, Consuelo com todos os predicados sociais e profissionais adquiridos para ser " a mãe do Arthur".

Por saber que seria uma mãe absolutamente rigorosa e ciente do meu papel, casei e engravidei depois dos trinta, com carreira estabilizada e sucesso profissional e não lamento em nenhum momento todas as mudanças que tive que operar em minha vida, nem das escolhas que fiz.  Largar tudo pelo Arthur foi um preço pequeno comparado  a todo o amor que recebo dele diariamente, ao calor de seu olhar a mim direcionado.

Abdiquei de minha carreira jurídica internacional, de minhas viagens, de lecionar para acompanhar cada sessão de fisioterapia, dar cada banho, alimentar,  trocar fraldas. Não deixei de  ser esposa ou de trabalhar, sou daquelas que tem JORNADA TRIPLA mas tento usar os intervalos com sabedoria e durmo menos.

Apesar de ter a sorte de ter enfermagem tempo integral não transfiro minhas obrigações de mãe, não delego a eles nenhuma atividade direta com meu filho sem a minha presença  - eu aceito ajuda pois também não sou de ferro mas quem tem obrigação de dar banho no meu filho sou eu!

Costumo brincar dizendo que "Arthur cortou minhas asas" mas não é verdade.  Minhas asas estão aqui, do mesmo jeito, mas entendo que o Voo só deve ir até onde Arthur alcança.  Não consigo me imaginar frequentando nenhum lugar em que ele não possa estar, eu não seria feliz lá, sem ele. Não consigo me imaginar viajando sem ele, comemorando nada sem ele. Qual é a graça de comemorar meu aniversário sem meu filho, sair para jantar sem ele, viajar sem ele?  Nada na minha vida tem nenhum propósito sem ele!  Por quê?   Porque eu escolhi ser mãe!

Ser mãe não é só dar à luz, é  suprir, proteger, criar, educar. Ser mãe é ser o "primeiro tudo" do filho - o primeiro médico, o primeiro enfermeiro, o primeiro terapeuta, o primeiro professor... somos nós que estamos mais próximas, que vamos prestar a primeira informação, o primeiro socorro - é esse o meu lugar.  Não abdico deste lugar em momento algum e não cedo para ninguém, apenas para minha mãe e meu pai, já que foram eles que me criaram para ser a mãe que sou!

Se alguém tem que ser exigente com ele, obrigá-lo a comer quando não quer, impor obstáculos, remédios e exercícios muitas vezes indesejados, esta pessoa tem que ser EU, a mãe dele, a mesma mãe que vela seu sono, o acaricia e o esquenta durante às noites. Não gosto que ninguém mais o alimente, o acalente, brinque com ele ou o faça dormir. Gostaria de ter super poderes para não precisar dormir, comer ou descansar, para não precisar ter que dividi-lo com ninguém.   Gostaria de ter oito braços, uma coluna de ferro e energia para ficar 24 (vinte e quatro) horas por dia em alerta.

Muita gente estranha o fato de compartilharmos o mesmo quarto e de nossas camas estarem coladas uma na outra.  Não é por falta de espaço, aliás, o que mais temos é espaço. Mas como o ditado que meu pai sempre diz, "o que engorda o gado é o olho do dono".  Nestes oito anos, eu e meu marido já cansamos de  acordar de nossos cochilos e ver a enfermeira do outro lado dormindo; por diversas vezes Arthur veio rolando me acordar para me mostrar que estava com febre. Fato é que a vida já me mostrou que nenhuma enfermeira vai botar a boca na boca do meu filho para chupar vomitado, cuspir e soprar ar na falha do aparelho, para salvar a vida dele - existem coisas que só mães fazem e não é qualquer mãe!

Arthur dorme ao meu lado, quando quer, pula e dorme no meio da mamãe e do papai.  A enfermagem fica acordada nos olhando dormir, checando os sinais vitais dele,  incumbida de me acordar a qualquer hora caso ele acorde ou precise de mim.
Fico lembrando que há 8 anos uma médica me disse que ele não vingaria, que era completamente surdo, nunca andaria, sentaria ou teria controle da própria cabeça e não passaria dos 5 anos de idade.  Se ele está aqui hoje é porque nós acreditamos nele.  Minha família, ao invés de se dividir, se uniu -  ele nasceu numa família de pessoas que acreditaram no potencial dele.  

Nesta família ninguém me considera uma mãe estranha, super protetora ou exagerada, na verdade, todos concordam comigo. Se preciso ir ao banheiro grito e em dois segundos chega um avô, uma avó ou uma tia correndo para acompanhar Arthur e a enfermeira até eu voltar. Nesta família sabemos que "todos juntos somos forte".

- Privacidade?  - De que me vale a privacidade se ela pode custar a vida do meu filho?

- Casamento?  -  Vai bem, obrigado.  Arthur tem pais presentes e que vêm nele o resultado de seu amor, de seu projeto vida.

Quanto a ser mãe de uma criança "diferente", já se foi o tempo em que eu sofria pelas coisas que Arthur não podia fazer.  É claro que toda mãe deseja que seu filho seja independente e saudável mas não podemos passar a vida toda lamentando por coisas que não podemos mudar. A maturidade e a vivência me ensinaram a vibrar pelas coisas que ele pode fazer e, cada dia que passa ele pode mais e mais. O melhor que posso fazer por ele e por mim é acreditar em seu potencial e lutar para que ele tenha tudo o que for necessário para desenvolver esse potencial.

Ser mãe de uma criança especial pode não ser fácil, mas quem disse que viver é fácil?   É claro que precisamos de um pouco de tempo para encontrar o ritmo, o que é normal. Todo mundo precisa de tempo para se acomodar e se ajustar a tudo o que sai diferente do planejado. Passadas as fases de choque, medo, raiva, dor e incertezas vem a adaptação. O ritmo de nossas crianças é diferente, temos que respeitar o tempo deles, aceitar o passo mais lento. Com o tempo, aprendemos a diminuir nossa velocidade para parar e apreciar cada pequeno detalhe, que para muitos pode ser imperceptível ou bobo mas que para nós, mães especiais, tem um valor imensurável.

A mãe especial espera ansiosa o momento da bagunça, da malcriação, acha lindo quando ele finalmente consegue colocar o dedo no nariz ou cuspir a comida... aprendemos a dar muito valor às coisas mais simples da vida. 

Sim, todo o meu dia gira em torno do Arthur: ausência de diagnóstico, intolerância alimentar grave, paralisia cerebral, comportamento assemelhado ao espectro autista... carga horária de enfermagem, troca de plantão, terapia entrando e saindo - já perguntaram se em minha casa funciona alguma empresa de tanta gente que entra e sai o dia todo. Arthur come de três em três horas, nos intervalos, fazemos terapia, brincamos, estudamos.  Atendo infindáveis telefonemas, vou ao fórum correndo e volto, sempre contando com a ajuda da vovó e do vovô. Mas sim, o trabalho também gira em torno do Arthur pois ele é minha razão de viver.

Quando vou desvinculá-lo de minha vida?  Nunca. Quando vou respirar aliviada?  Respiro aliviada sempre que ele está ao meu lado, calminho, saudável, para que eu possa zelar pela felicidade dele.

Eu era: Consuelo de Freitas Machado Martin, advogada, mestre em Direito, professora universitária, lecionava em 4 instituições. Antes do nascimento do Arthur, estava preparando meu projeto de doutorado. Além disso, exercia a advocacia, inclusive na área do Direito Internacional, representava Agencias Estrangeiras de Adoção Internacional e viajava muito.

Depois da maternidade, eu sou: Consuelo, a mãe do Arthur e tudo mais que decorre daí…

- Felicidade?   Sim, sou feliz. Se ele estiver feliz, eu estarei feliz.

* Consuelo de Freitas Machado Martin, Graduação em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (1997), mestrado em Direito pela Universidade Gama Filho (2002), aperfeiçoamento pela Fundação Escola Superior de Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (1998). Professora Universitária,  Advogada e Ativista Social.

Wednesday, 13 February 2013

Banhoterapia - A terapia do Amor


Logo que Arthur nasceu, após seu primeiro exame auditivo (BERA) e do diagnóstico de surdez dado ainda na UTI neonatal, o próprio médico convidado para realizar o exame me acalmou e disse para analisar os resultados com desconfiança e repetir o mesmo exame algumas vezes pois muitas coisas poderiam estar interferindo no seu resultado.

Devo lembrar que, quando Arthur tinha 2 meses, fui chamada pela médica responsável pela UTI e recebi o que denominei minha primeira carta de despejo – ela queria que eu buscasse um hospital para transferir Arthur pois ele não tinha expectativa de vida, era severamente comprometido e, com suas próprias palavras: “Ele é completamente surdo, nunca vai andar, sentar ou sequer controlar a própria cabeça. Ele só irá pra casa com home care e não vai passar dos 5 anos. Não quero que ele morra nas mãos da minha equipe.”   Essa mesma profissional (que a meu ver não merece ser chamada de médica) sentenciou meu filho e repetiu muitas vezes que seus cuidados eram apenas paliativos -  Mas minha mãe e eu nunca acreditamos neste diagnóstico.

Conhecer este neurologista, foi uma das poucas coisas boas que me aconteceu naquela unidade hospitalar e, obviamente ele nos acompanha até hoje e é um dos meus queridos neurologistas pediátricos. Repetimos tal exame 4 vezes até provar que Arthur não era surdo.

Um ano depois do nascimento fomos transferidos para internação domiciliar. Chegamos em casa, Arthur tinha os braços contraídos, espásticos, quase não os movimentava e praticamente só nos cumprimentava com os pés – o que presumi ter sido causado por estar sempre imobilizado por conta dos acessos venosos e fios que o cercavam na UTI. Já sob orientação da minha mãe, que é pediatra, começamos a trabalhar o relaxamento dos braços, a movimentação dos dedinhos, etc.

Este neurologista, em sua primeira visita domiciliar, ao ser indagado sobre tudo o que poderia ser feito pelo Arthur para que ele tivesse uma vida feliz e confortável me disse que todo tipo de estímulo era bem vindo, o toque das mãos, texturas diferentes, sensação de quente e frio, etc. Lembrei de uma passagem do filme “o Óleo de Lourenzo” na qual a mãe diz para o filho “Lorenzo, diz pro seu dedinho, dizer pro seu pezinho, dizer pra sua perna...”   - acompanhando o caminho do estímulo até o cérebro - e, a partir daí, criamos rituais de massagem, banho e brincadeiras que garantiram a ele um grande progresso, tudo sempre de forma lúdica, sem sofrimento.

Um dos rituais mais valorizados por nós é o ritual do banho, onde praticamos a BANHOTERAPIA.

O uso da água é umas das terapias naturais mais antigas, simples e eficazes. A água é símbolo de purificação e limpeza, associada à origem da vida e à qual foram atribuídos poderes de cura e regeneração. Ela tem um poder especial para ajudar no combate do estresse e rejuvenescer o corpo. Ela age sobre a pele e os músculos, acalma os pulmões, coração, estômago e sistema endócrino estimulando os reflexos nervosos na espinha dorsal.

Normalmente a Banhoterapia é feita através de do banho de ofurô em razão de seus efeitos mecânicos e ou termais. Ela visa tonificar o corpo, estimular a digestão, a circulação, o sistema imunológico e aliviar a dor, além de contribuir para eliminação de toxinas através da pele. Mas, na falta do ofurô, a Banhoterapia pode muito bem ser adaptada e ainda assim apresentar resultados gratificantes pois a criatividade e o desejo de estimular podem superar a falta de recursos técnicos.

Arthur e eu praticamos nossa Banhoterapia de diversas maneiras: na piscina, na banheira de hidromassagem, no bacião ou até mesmo em um bom banho de mangueira!

Colecionamos esponjas e escovinhas com texturas diferentes, brinquedos próprios para banho e utensílios diversos para fazer bolhas de sabão. Depois de observar a alegria do Arthur após um banho colorido com permanganato de potássio, providenciei uma banheira de hidromassagem com cromoterapia. Para evitar problemas com alergia, não usamos nada que contenha aromas ou corantes – só usamos sabonete líquido da Granado ou infantil da Johnson – até nossas bolhas de sabão são à prova de lágrimas!

Não preciso dizer que os ganhos do Arthur foram enormes, inclusive na coordenação motora fina - ele já está jogando videogame (Nintendo DS XL) sozinho!

Recomendo a Banhoterapia do Amor para todas as mães especiais.



















Saturday, 15 December 2012

BRINQUEDOS EDUCATIVOS


A melhor forma de se aprender é brincando e, por isso, a importância de se escolher os brinquedos.

Infelizmente, atualmente, a falta de tempo para dedicar às crianças fazem pais acreditar que a quantidade de brinquedos pode satisfazer a necessidade dos filhos, o que não é verdade. Os pequenos então, não precisam de muitos e  podem passar o dia todo envolvidos apenas com um brinquedo - por isso precisamos saber escolher o brinquedo certo.

É na infância que temos maiores condições de adquirir conhecimentos sobre os mais diversos assuntos e a criança deve aprender brincando.

Devemos escolher o brinquedo que convida a pensar, para que os pequenos tenham a oportunidade de experimentar possibilidades de aprendizagem e desenvolver a criatividade.  E essa é máxima no que diz respeito aos brinquedos educativos. Eles são capazes de exercitar as habilidades, a percepção e a concentração enquanto a criança se diverte.


Atualmente, cada vez mais os brinquedos fazem tudo sozinhos e isso pode significar falta de estimulo para as crianças.

Apesar do Arthur ser uma criança totalmente informatizada, que não vive sem seus brinquedos eletrônicos (DVD Player Portátil, Nintendo DS, Nintendo Wii, laptop, Ipod e Ipad, além de todos os controles remotos que nos cercam),  estou sempre procurando brinquedos educativos  que motivem Arthur a desenvolver todo o seu potencial.
As habilidades psicomotoras de uma criança são desenvolvidas através de brinquedos de raciocínio lógico, que cativam a atenção da criança e a convidam a entrar no mundo lúdico, potencial que  talvez com brinquedos eletrônicos ela não consiga acessar.

Os brinquedos educativos variam de todos os tipos de  livros (livros de páginas duras, livro de sensações, odores, cores, animais, letras), passando por brinquedos de madeira próprios para a percepção corporal da criança, noção de espaço e equilíbrio, e também jogos de montar, onde o raciocínio lógico é exigido para que ele seja resolvido.


Um simples joguinho pode ensinar a se relacionar com amigos, passar a entender julgamentos como ganhar, perder e competir. Os jogos ajudam o raciocínio, a fazer cálculos, ensinam história e até mesmo melhora a linguagem da criança.  Os jogos da memória fazem grande sucesso e são capazes de estimular a inteligência.

Tenho notado, por experiência própria, que  os brinquedos lúdicos tem contribuido para o desenvolvimento do Arthur, que tem progredido muito ão só na sua parte motora, na apreensão  de objetos, movimento de pinça  mas principalmente também na parte cognitiva.
 Na foto, minha mais nova aquisição -  a mesa com bobina de papel foi um sucesso com as crianças e já está disponível para aquisição em nossa loja virtual sob encomenda.

Wednesday, 1 June 2011

Produtos que fazem a diferença

Os blogs e os grupos de discussão foram criados para ajudar outras mães e proporcionar um intercâmbio de informações que visam melhorar a saúde e a qualidade de vida de nossos filhos.

Como tenho sido procurada por outras mães pedindo conselhos e idéias, resolvi abrir um espaço para dividir com todos os produtos que merecem destaque no progresso do meu filhoe que podem vir a fazer a diferença na vida de outras crianças também:


Mamadeira Medela (Haberman feeder)- Indicada para bebês com problemas especiais tais como:prematuros, com fenda palatina, lábio leporino, síndromes, disfunções, displasia, problemas de sucção, anomalias orais e faciais, etc. A mamadeira Heberman da Medela possui fluxo variável controlado pelo alimentador e pelo bebê, responde aos estímulos da língua e da gengiva do bebê antes mesmo que ele sugue, é sensível ao mais fraco esforço do bebê, possui válvulas que evitam que o bebê engasgue e um sistema de ventilação que previne turbulência de ar.


Copo Anatômico Medela, importado, especialmente desenhado para facilitar alimentar crianças portadoras de necessidades especiais.


Produto Importado da marca Medela. Trata-se de um cone de silicone que adapta-se na ponta de um dosador ou uma seringa. Acessório especialmente desenhado para encorajar e ensinar bebês, especialmente prematuros ou portadores de necessidades especiais, com dificuldades de sugar mamadeira. Também muito usado para dar medicação à crianças.

Sistema de Nutrição Suplementar é um alimentador especial para relactação - técnica de alimentação que incentiva a sucção no peito, levando o bebê a reaprender esse mecanismo.
É recomendado para bebês prematuros, de baixo peso ou com dificuldades para pegar o peito, para mães com baixa produção de leite, que têm redução de mama e é o primeiro produto desenvolvido para mães de adoção, pois induz a lactação desencadeando alterações hormonais que aumentam a produção de leite. O sistema pode ser usado para dar suplementos ao bebê ainda no peito.Ideal para longo período de alimentação suplementar e para bebês com dificuldades de sucção. Contém tubos para diferentes fluxos e cordão de pescoço para o máximo conforto.


Massageador Facial Infantil, importado, usado para estimular crianças com necessidades especiais. São coloridos e vibram suavemente.


Balança Pediátrica Welmy com Bebê conforto - Adquirida diretamente da fábrica e programada especialmente para pesar até 30 kg (normalmente elas são programadas para pesar até 15 kg) para pesar Arthur semanalmente e contribuir para que ele vencesse a desnutrição.


Produtos da N&S, especialmente o Aspirador Portátil com bateria que me salvou várias vezes na ausência de energia elétrica. Aproveito a oportunidade para registrar que a equipe da N&S sempre me prestou um atendimento ímpar demonstrando que estão realmente ciêntes de que seus produtos garantem a vida de pessoas e por isso nunca, nem nos períodos de férias coletivas para a empresa eles me abandonaram nestes últimos 5 anos. Trata-se de uma empresa com equipe ciênte da responsabilidade social e de seu compromisso com a vida humana.


Aprendendo a nadar - Boia Infantil. Importada. Ideal para crianças pequenas aprenderem a nadar.


Traje para piscina. Importado. Ideal para crianças pequenas aprenderem a nadar.

Traje para piscina. Importado. Ideal para crianças pequenas aprenderem a nadar.


Carrinho do tipo Tricículo - MacLaren MX3 - Ao contrário de todos os outros carrinhos, este tem uma capacidade maior e aguenta uma criança de até 25kg (55lb)ou mais... muito bom!


Maclaren Major Special Needs Stroller - substituiu o meu MacLaren MX3 quando meu filhote chegou aos 29 kgs. Tem capacidade para 63.5 kg (140 lbs) é uma pena que não reclina.


Este é meu atual sonho de consumo - Axiom ImprovIndoor/Outdoor Medical Mobility Push Chair - pode ser encontrado em 3 tamanhos e pode também ser customizado na fábrica. Maravilhoso para mães de crianças especiais, mais confortável e menos impactante do que uma cadeira de rodas neste mundo tão cruel e preconceituoso em que vivemos.

size 1,5 - Weight capacity 100 pounds (45 kg) + Cargo capacity 5 pounds (2kg)
size 2 - Weight capacity 150 pounds (68 kg) + Cargo capacity 5 pounds (2kg)
size 3 - Weight capacity 200 pounds (90 kg) + Cargo capacity 5 pounds (2kg)