Nós todos somos o amanhã!

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Wednesday, 27 March 2013

Bullying - uma enfermidade social

Recentemente, um caso de bullying que resultou na briga entre dois adolescentes em uma escola da Austrália reascendeu a discussão sobre o tema. 

Caso de bullying em Santa Bárbara d'Oeste é encaminhado para a Promotoria. O caso aconteceu no ano passado, mas um vídeo foi postado em um site da internet somente no mês passado. O garoto foi transferido para outra instituição escolar por determinação do Conselho Tutelar. 

Denúncia de Bullying nas escolas estaduais de RO  - Inércia do poder público e da Secretaria de Educação.

Bullying em Petrópolis, RJ, termina com briga entre pais -  As imagens foram gravadas pelo circuito de câmeras de uma galeria.

Estudante espancada por denunciar Bullying -  Uma aluna de enfermagem do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto foi espancada após denunciar à coordenação de seu curso que vinha sendo vítima de bullying na instituição. 

Bullying em Sorocaba divulgado na Internet. Garoto deu tapa e chutou a colega na sala de aula. Cenas da agressão foram gravadas em um celular e divulgadas na internet. 

Mãe denuncia à polícia agressões física e moral que a filha de 6 anos estaria sofrendo em uma escola de Santos, no litoral paulista. Para o promotor da Infância e da Juventude, pode ser um caso de bullying.  Material escolar da menina também sumiu, segundo a mãe.  

Adolescente diz que precisou mudar a aparência para superar bullying em Curitiba.Aluno afirmou que foi impedido de entrar na aula pelos colegas. 

Criança de 9 anos é obrigada a enfiar cabeça em vaso sanitário e colocar língua na água em escola particular de São Paulo.  Tal caso não é único  mas, com medo da repercussão negativa, os colégios em geral abafam os episódios. Os pais, preocupados com o estigma, escondem a situação. 


Adolescente de 14 anos muda de escola em razão de bullying.  Uma aluna de 14 anos do 8º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Equador, em Vila Isabel, foi transferida ontem para outra unidade, por suspeita de ter sido vítima de bullying. 

Bullying faz jovens obesos procurarem cirurgia bariátrica. Indicado no tratamento de obesidade mórbida, procedimento tem sido cada vez mais procurado por adolescentes que sofrem discriminação.

(texto publicado no Blog Educação Domiciliar em 07 de abril de 2011)
 

Tuesday, 14 June 2011

EXCLUSÃO É BULLYING

 Exclusão social é bullying silencioso e geralmente subestimado, diz especialista 
A exclusão social – que leva ao ostracismo e solidão  – pode não deixar marcas visíveis, mas a dor que se sente é mais profunda e duradoura do que se imagina, aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Purdue, nos EUA.
“Ser excluído ou sofrer ostracismo é uma forma invisível de bullying e geralmente nós subestimamos seus impactos”, diz Kipling D. Williams, autor do estudo. “Ser excluído por colegas no colégio, no trabalho, ou mesmo cônjuges ou familiares pode ser insuportável. E como o ostracismo é uma experiência de três estágios – os atos iniciais de ser ignorado ou excluído, enfrentamento e resignação –, os sentimentos de dor podem ter efeitos duradouros. Pessoas e clínicos precisam estar atentos sobre isso e assim evitar depressão e outras experiências negativas”.

Segundo Williams, a dor da exclusão é física também. “Quando uma pessoa é isolada socialmente, o córtex cingulado dorsal anterior do cérebro, que registra a dor física, também sente essa injustiça social”, explica Williams. “Ser excluído, portanto, é doloroso porque ameaça as necessidades humanas fundamentais, que são o pertencimento e a autoestima. E essa dor pode ser sentida mesmo quando a exclusão é praticada por um desconhecido ou por um curto período”.

O estudo envolveu mais de 5 mil participantes em um jogo de computador, desenvolvido por Williams, no qual o foco era mostrar como apenas dois ou três minutos de exclusão podem provocar sentimentos negativos prolongados.

As reações à exclusão foram muito parecidas em todos os participantes. As formas de enfrentamento variaram, mas o mais comum foi o participante excluído assumir comportamentos que poderiam aumentar sua futura inclusiva, como obedecer a ordens, cooperar ou expressão de simpatia. “Mas se eles sentem que há pouca esperança para a reinclusão ou que têm pouco controle sobre suas vidas, podem recorrer ao comportamento provocativo e até mesmo agressão”, diz Williams. “Em algum ponto, a pessoa para de se preocupar em ser agradável e quer apenas ser notada”.

No entanto, se uma pessoa tiver sido isolada por um longo tempo, eles podem não ter capacidade para continuar a enfrentar, pois a dor persiste. “Algumas pessoas podem desistir”.

O terceiro estágio, de resignação, é quando as pessoas que foram isoladas estão menos esperançosas e mais agressivas do que as outras em geral. “Isso também aumenta a raiva e a tristeza, e o ostracismo de longo termo pode resultar em alienação, depressão, desamparo e sentimentos de indignidade”.

Williams agora está tentando entender melhor como pessoas excluídas podem ser atraídas a grupos com sentimentos mais extremistas e qual a reação de grupos de excluídos.

“Esses grupos proveem aos membros uma sensação de pertencimento, valor próprio e controle, mas podem fomentar o radicalismo e a intolerância e, talvez, uma propensão para a hostilidade e a violência”, diz. “Quando uma pessoa se sente excluída socialmente, ela perde o controle e o comportamento agressivo é um jeito de restaurá-lo. Quando esses indivíduos se juntam em um grupo, podem haver consequências negativas”, conclui.

com informações da Purdue University

Thursday, 9 June 2011

Bullying em Discussão na EMERJ

 

FÓRUM PERMANENTE DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DA JUSTIÇA TERAPÊUTICA
17 de junho de 2011
Das 10h às 17h
BULLYING – parte III: efeitos, conseqüências e diretrizes

10.00h - Abertura
Dra. Ivone Ferreira Caetano
Presidente do Fórum Permanente da Criança, do Adolescente e da Justiça Terapêutica e Juíza de Direito Titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca da Capital/RJ

10.20h – Palestra: “Cyberbulling: efeitos e conseqüências do assédio moral pela internet contra crianças e adolescentes”
Dra. Maria Cristina Milanez Werner
Psicóloga, sexóloga, terapeuta de casal e família
Mestre em Psicologia Clínica – PUC/RJ

11.20h – Palestra: “Convivência e violência no contexto escolar”
Prof. Mariângela da Silva Monteiro
Psicóloga Educacional
Professora de Psicologia - PUC/RJ

12.20h – Palestra: “Aspectos Jurídicos”
Dra. Simone Moreira de Souza
Defensora Pública - Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital

Mediador: Vereador Tio Carlos
Presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro

13.20h - Intervalo

MESA REDONDA – SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
15.00h – Palestra: “Um diálogo sobre as relações de ensino no espaço escolar - Contribuições de uma equipe interdisciplinar”
Profª. Mercia Cabral de Oliveira
Diretora do NIAP / SME

15.40h – Palestra: “A escola que produz saúde: Uma ação inter-setorial”
Profª Angélica Bueno Carvalho
Programa Nacional Saúde na Escola

16.20h – Palestra: “Construindo a cultura da Paz”
Profª Leticia Carvalho Monteiro
Projeto Educação para Paz: AME-Rio

17.00h – Encerramento

Saturday, 4 June 2011

Bullying no Colégio São Bento

Segundo reportagens, o adolescente admite que agrediu criança no São Bento.

As pessoas continuam falando sobre BRINCADEIRA e ACIDENTE:

Brincadeira é quando todos se divertem. Quando uma pessoa se diverte às custas do sofrimento alheio não é brincadeira, é bullying.

Acidente ocorre quando algo acontece por acaso, um acontecimento fortuito e não quando se sabe que a atitude é errada e se assume o risco de acontecer um resultado ruim!

Também não adianta esperar que o agressor vá dizer exatamente o que aconteceu porque neste momento ele já sabe que trata-se de algo muito grave e contará sua versão sempre omitindo e diminuindo os acontecimentos exercendo sua auto defesa e seu instinto de auto proteção.

Quanto aos pais que se manifestam a favor do colégio, estes estão pensando na imagem do colegio que escolheram para a educação do seus filhos e se esquecem que a criança que estava servindo de "bola" para o adolescente quicar ou jogar ou passar rasteira poderia ser o filho deles... graças a Deus desta vez não foi, MAS AMANHÃ PODE SER...   bullying não é brincadeira!

Friday, 11 March 2011

Cartilha Justiça nas Escolas - Bullying


O Conselho Nacional de Justiça lançou uma Cartilha para ajudar pais e educadores a prevenir o problema do bullying nas suas comunidades e escolas. O material está disponível gratuitamente no site do CNJ

A cartilha contém 15 tópicos que tratam desde a definição do bullying e suas manifestações, até como os pais e educadores podem lidar com os  casos.

A publicação é de autoria da médica psiquiatra Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro “Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas”  e seu lançamento foi feito durante o seminário Projeto Justiça na Escola, que aconteceu na Escola de Magistratura Federal (ESMAF), em Brasília.

Bullying - Injustiça nas Escolas!

Os casos têm aumentado e  estão chegando ao Judiciário.  O Juizo da 27a Vara Cível de Belo Horizonte determinou o pagamento de indenização no valor de R$ 8 mil à uma vítima de bullying. 

A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro "Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas"  diz que "a Escola que anuncia não ter casos de bullying está fazendo propaganda enganosa" e defende, em suas entrevistas,  que os pais das vítimas recorram à Justiça para cobrar pelo tratamento psicológico dos seus filhos: "Quando as escolas começarem a sentir no bolso o custo de ignorar o bullying, elas terão mais cuidado com esses casos".

O bullying já é uma patologia social e tem sido uma preocupação constante para pais, educadores e profissionais do direito.

A palavra Bullying não tem uma tradução exata para o Português mas é usada para definir a imposição de sofrimento intencional, de forma repetitiva,  em relações de desigualdade.

O bullying é caracterizado por agressão física ou qualquer outra forma de  agressão, mesmo verbal e emocional repetidas, e que tenham uma desigualdade na relação entre agressor e vitima, podendo deixar marcas para toda a vida. Apelidos ofensivos, exclusão reiteradas e isolamento na hora do recreio são  sintomas de bullying. Também são características do bullying o abuso do poder, a intimidação, a prepotência, os insultos verbais, as ofensas, os xingamentos, as gozações, apelidos pejorativos, a famosa formação de clubinhos para excluir um ou outro aluno - “Clube da Luluzinha e Clube do Bolinha” - e o ato de “zoar” e levar a vítima ao isolamento social, isolamento este que ocorre de formas variadas.
 
Os estudos tem mostrado que o Bullying esta presente em todas as escolas  e que qualquer criança/adolescente pode ser vítima de bullying, não há um padrão - a criança mais bonita, mais rica, mais inteligente  e de maior sucesso também pode ser vítima de bullying decorrente do ciúme e da inveja dos demais.   Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível. A forma mais típica de Bullying são os apelidos humilhantes exaltando defeitos físicos e as agressões físicas.

Vale ressaltar ainda que a desculpa das escolas para encobrir o bullying é sempre o fato de tratar-se de uma brincadeira mas, Bullying não é brincadeira,  como reconhece a Dra. Ana Beatriz Silva, na brincadeira todos se divertem,  quando é bullying, um grupo se diverte às custas da humilhação de outros.  

A prática de bullying surge na infância mas gera reflexos na vida adulta, tanto para a vítima mas para o agressore e também para o expectadore, que  podem adoecer e se calar com medo de se tornar  a próxima vítima. 
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A vítima da discriminação tende a ser retraída, sofre mais de depressão e pode vir a cometer suicídio. Já, para o agressor, a longo prazo, pode levar à sensação de impunidade e, consequentemente, à atitudes anti-sociais, dificuldades no relacionamento afetivo, delinquência, atos criminosos, atitudes agressivas no trabalho ou à violência familiar.

O primeiro passo para resolver o problema é reconhecer que o bullying existe em toda escola e uma vez identificado algum caso, trabalhar em conjunto escola-famílias-alunos para conscientização desse agravo a saúde e mudar a percepção que as pessoas tem dele. O bullying não é uma brincadeira boba. Ele leva a danos para toda a comunidade, seja o agressor, a vítima ou os que testemunham esse evento.

Gostaria de ressaltar também que ao identificar o bullying a escola jamais deve colocar frente a frente a criança envolvidas mesmo que para provocar uma socialização forçada ou pedido de desculpas o que pode piorar o problema e gerar retaliação demonstrando ser medida totalmente anti pedagógica.

Hoje existem grupos e indivíduos estudando o tema e que estão contribuindo nas escolas para uma mudança de cultura, mostrando como perceber o bullying, conscientizando sobre o problema e ajudando a construir uma outra forma de relação entre as crianças.

O Bullying infelizmente é presente no mundo todo.  Em alguns países, as vitimas cometem atos extremos com mais freqüência,  como homicídios e suicídios nos recentes ataques em escolas dos Estados Unidos. Nas cartas deixadas pelos suicidas, foram encontradas referencias às constantes humilhações que provocaram depressão e transtornos de ansiedade e que levaram à uma explosão de raiva e ódio sem limites como reação ao que sofreram, levando ao suicídio como forma de acabar com o sofrimento, mas não antes de levar todos os agressores consigo.

Vale ressaltar ainda, que o Bullying não é reconhecido como causadora de suicídios  mas estes são atribuídos a depressão, que por sua vez foi resultado direto da vitimização decorrente da prática de Bullying.