Nós todos somos o amanhã!

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Saturday, 1 October 2011

Inclusão - Comentários sobre a Reportagem veiculada pelo Jornal da Record News

A luta do Arthur pelo respeito ao seu direito de frequentar uma escola foi exibido em matéria do Jornal da Record News  -  o video está disponível na Internet, na página do R7:     "Inclusão de crianças com deficiências em escolas comuns é um desafio".

Desde que a reportagem foi ao ar, estou sendo procurada para esclarecer e comentar o que foi dito pela psicóloga Sra. Maria Luísa Bustamante, notadamente "o convívio não pode ser empurrado pela goela abaixo dos professores e dos alunos sem que haja um cuidado e uma preparação".

Todos sabemos que a matéria é editada e, da mesma forma que muitas coisas que falei não foram veiculadas, não podemos ter certeza do contexto no qual tal assertiva estava inserida. Assim, prefiro acreditar que foi apenas uma escolha infeliz e que a profissional tenha tido o objetivo de dizer algo diferente do que ficou parecendo.

Gostaria de dizer que não conheço a referida psicóloga e não posso dizer qual sua real opinião sobre a Inclusão. Mas, fato é que todos tem direito a educação, a inclusão é lei e a discriminação é crime.

Obviamente, em alguns casos, dependendo da deficiência da criança, haverá a necessidade de profissionais com preparo especial para ajudá-las a desenvolver seu potencial e superar suas limitações - mas estamos falando de preparo técnico para atender a especificidade da criança da criança especial – NÃO É CURSO DE ACEITAÇÃO DE PESSOAS ESPECIAIS. Não existe preparação para se receber, aceitar e respeitar um ser humano. As deficiências não são somente inatas e podem ser adquiridas a qualquer tempo, por qualquer pessoa. Nenhuma mãe faz um curso especial para ser mãe de uma criança deficiente e não existe nenhum curso preparatório para pessoas antes de sofrer um acidente que lhes limitará suas habilidades.

É imperioso salientar que a diferença existe em todo lugar, pessoas portadoras de necessidades especiais frequentam shoppings, praças, supermercados e ninguém precisa de um preparo especial para frequentar tais locais ou deixa de frequentá-los para afastar-se das diferenças – os pais sabem que, na escola, seus filhos estarão em contato com outras pessoas e que, em não pode haver distinção de qualquer espécie seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza  - ninguém põe o filho na escola esperando que esta lhe forneça um mundo de fantasia e isolamento, afastando-os da realidade da vida. Este tipo de opinião já gerou campos de concentração, apartheid, genocídio e, em escolas, Bullying quando um colega ou um professor resolve "não engolir o outro goela abaixo".

Não se trata de ter que "engolir goela abaixo"  -  vivemos em sociedade e temos que nos comportar civilizadamente, respeitando normas jurídicas, sociais, morais e éticas.   Assim,  um professor não pode recusar um aluno ou escolher um aluno.   Se ele escolheu lecionar, tem que aprender a atender todos os alunos.  Se não se sente preparado, que busque ajuda e se prepare -  Se não tem competência, gabarito ou intensão de atender a todos, é melhor que escolha outra profissão ou seja - na linguagem da psicologa "se escolheu ser professor, ele tem sim que engolir qualquer aluno que entrar em sua turma e aceitá-lo sem qualquer preconceito"

O mesmo serve para qualquer outra pessoa, mesmo outros alunos.  Traduzindo, todo mundo tem que engolir todo mundo,    "o direito de um termina quando começa o do outro", a relação entre as pessoas é como uma rua de mão dupla "os normais têm que engolir os deficientes na mesma medida que os deficientes têm que engolir os normais"; para  sermos respeitados, temos que saber respeitar;   "o vento que venta lá, também venta cá",   e assim por diante. A nossa sociedade é plural e possui vários caminhos  - foi assim que foi implantada a igualdade dos sexos,  o sistema de cotas e outras políticas voltadas aos direitos humanos e pelo respeito à dignidade de todos.

Não se pode falar de crianças especiais como se estas fossem uma coisa desagradável, aberrações que estão sendo impostas aos professores e demais alunos.... são seres humanos, pessoas em desenvolvimento, crianças, que precisam de amor, atenção e respeito independente de qualquer preparo.

Gostaria de salientar também que apenas a colocação de rampas e elevadores não significam acessibilidade. Acessibilidade é, primeiramente, uma mudança de mentalidade – é saber reconhecer a especialidade de cada um e fornecer para cada pessoa qualquer coisa que for necessária para que ela desenvolva seu potencial.

Sou professora e já tive o prazer de lecionar para portadores de necessidades especiais, e posso dizer por experiencia própria que antes de qualquer preparo e especialização é preciso ter BOA VONTADE, HUMANIDADE, DISPOSIÇÃO PARA APRENDER E SE RECICLAR.  Todo ser humano tem capacidade para aprender e todo ser humano tem também capacidade para ensinar.

No mais, a matéria foi muito bem editada e terminou de forma esplendida com a frase do neuropediatra Dr. Eduardo Zaeyen “ A inclusão é benéfica aos professores e outros alunos – vai mudar o conceito da tolerância ao diferente pela aceitação ao diferente, e aceita por que é capaz de identificar que o diferente é capaz de agregar valor”.

Arthur: A luta pelo seu direito de frequentar a escola

Muitos colégios estão despreparados para receber alunos com necessidades especiais.

A luta do Arthur pelo respeito ao seu direito de frequentar uma escola foi exibido em matéria do Jornal da Record News  -  o video está disponível na Internet, na página do R7:     "Inclusão de crianças com deficiências em escolas comuns é um desafio".



Arthur é aluno da escola desde 2009  e o cadeado foi colocado em maio de 2011  acompanhado da notificação de que Arthur não poderia frequentar o pátio e deveria ficar restrito ao ambiente da Educação Infantil.

Arthur fazendo uso do portão antes da colocação do cadeado para impedir seu acesso - cadeado que impediu também seu socorro médico.

Ocorre que o pátio é espaço comum, que dá acesso a vários ambientes da escola também frequentados pelo Arthur e sua classe  (quadra, cantina, laboratorio de informatica, biblioteca, banheiros portões de acesso principais etc).

Desde o inicio do ano, esta classe está se preparando para a mudança da Educação Infantil para o Ensino Fundamental sendo preconceituosa, absurda e injustificável a proibição do uso do pátio para Arthur.

Monday, 26 September 2011

EDUCAÇÃO INCLUSIVA JÁ!!!

Acompanhe o movimento pelo cumpra-se do artigo 24 da CDPD que trata da educação inclusiva. Faca parte dessa campanha, a nossa meta sao 20.000 assinaturas.

Em julho as assinaturas do manifesto online e as assinaturas manuais (http://inclusivarede.blogspot.com/) somavam 11.000. Fomos a Brasília e fizemos a entrega ao ministro Haddad, a Ministra Maria do Rosário e outros. A presidente da AMPID esteve conosco nos dois dias de mobilização.
Ajude a divulgar e a coletar assinaturas.
...
Segue abaixo a petição publica pela garantia do acesso e permanência na educação. Precisamos nos mobilizar para garantir direitos e cobrar da classe política apoio total a META 4 do PNE.
 
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=INCLUSAO


Acompanhe a nossa mobilização no INCLUSÃO JÁ! http://inclusaoja.com.br/


Só mobilizados garantimos direitos!Junt@s Somos Fortes!


Abraços inclusivos

Claudia Grabois

   Toda criança tem o direito de frequentar a escola.   

Seu filho tem?  

O meu também!!!


Consuelo Martin

Acessibilizade: Zero

Filas enormes, dificuldade de transporte, segurança precária e muitos assaltos não são as únicas reclamações com relação ao Rock in Rio.  

Como foi noticiado: Portadores de necessidades especiais enfrentam dificuldades para assistir aos shows na Cidade do Rock

Acessibilidade não é sinônimo de rampas.

A área exclusiva para portadores de necessidades especiais é suspensa, mas fica à extrema direita do palco principal, o que prejudica a visibilidade.

Precisamos nos preparar para os maiores eventos que virão como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Wednesday, 21 September 2011

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência - Passeata Superação Rio 2011


Aconteceu hoje, no centro do Rio, a Passeata pela Superação, edição 2011,  organizada pelo Movimento Superação em parceria com o Instituto Novo Ser, em comemoração ao dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. 

Trata-se da 4º passeata organizada pelo Movimento Superação do Rio e a 16º organizada pelo Movimento Superação Nacional.

A passeata teve por objetivo enfatizar junto aos setores da sociedade a importância de se respeitar a diversidade e garantir a inclusão e acessibilidade da pessoa portadora de necessidades especiais.

A caminhada contou com a presença do Deputado Estadual  Thiago Pampolha.



Nossa fotógrafa, voluntária do Movimento Superação - Rafaela Torres.



















Luciana de Novaes, 28 anos, ficou tetraplégica ao ser atingida por uma bala perdida, no campus de uma universidade, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, em 2003. Desde então, luta para contornar as dificuldades e tornar seu dia a dia o mais normal possível.


Friday, 16 September 2011

Passeata Superação Rio 2011

Pela celebração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, dia 21 de setembro.

 

9 hs - Concentração
10 hs - Saída da Passeata da Candelária à Cinelândia pela Inclusão

O Instituto Novo Ser e o Movimento SuperAção apresentam a edição 2011 do Superação Rio, evento realizado no dia 21 de setembro no Centro do Rio, em celebração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

"... A passeata tem como objetivo enfatizar junto aos setores da sociedade a importância de se respeitar o direito de todas as pessoas, independentemente de cor da pele, gênero, idade, ideologia política ou religiosa, orientação sexual ou cultural, condição física, intelectual, sensorial ou social.

Com o lema "Respeito à Diversidade", a Passeata Superação Rio 2011 vem com um caminho diferente dos anos anteriores. Terá como novo percurso a Av. Rio Branco, uma das principais avenidas do Centro do Rio de Janeiro, sabidamente ainda inacessível para "muitos".

A passeata sairá da Candelária em direção à Cinelândia, onde acontecerão as apresentações e manifestos.

As instituições da sociedade civil organizada levaram faixas com reivindicações em busca de uma cidade mais acessível, justa e democrática, enaltecendo a promoção e a valorização da diversidade humana em nossa cidade mediante a uma animada, apartidária e pacífica celebração.

Venha, compartilhe com a gente, do NOVO SER, MOVIMENTO SUPERAÇÃO, além da Rede de Parceiros e Colaboradores dessa relevante iniciativa em defesa de direitos das pessoas com deficiência.

Junte-se a nós!!!"

 

Sunday, 11 September 2011

Semana da Educação Especial e o mês do Autismo

Inicialmente precisamos esclarecer que a Educação Inclusiva não desmerece nem exclui a Educação Especial - ao contrário, elas se completam.
A Educação Especial deve ser organizada para atender específica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades especiais (o que nem sempre acontece, dependendo muito do estabelecimento) - algumas escolas  se dedicam apenas a um tipo de necessidade e outras se dedicam a vários contando com material, equipamento e professores especializados. 
O ensino especial não pode, nem deve segregar e impedir o convívio entre as crianças especiais e as demais e, por isso, deve ser feito paralelamente a Educação Inclusiva, onde o sistema regular de ensino deve ser adaptado e pedagogicamente transformado para atender de forma inclusiva.
Na Semana da Educação Especial e no mês do Autismo - vamos refletir sobre todos os meninos que Deus fez de uma maneira única e excepcional, que merecem ter acesso a tratamento e qualidade de vida. 
Vamos relembrar a Declaração dos Direitos da Criança da ONU:
Princípio 1 - Igualdade e oportunidade para todas as crianças, sem distinção -"Toda criança possui os mesmos direitos, sem nenhuma discriminação por raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou riqueza. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!!!"
Princípio 5 - Diz respeito as crianças especiais, portadoras de qualquer "especificidade" - "Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais! Porque elas merecem respeito como qualquer criança!!!"

Ninguém é igual a ninguém - É preciso aprender a lidar com as diferenças. Você já sabe qual é a sua?!!!