Nós todos somos o amanhã!

Nós todos somos o amanhã!

Tuesday, 19 February 2013

Quem educa melhor? Os pais ou o Estado?

Esta semana constatamos mais uma vez, a perseguição de pais que desejam educar seus filhos em casa.

O Ministério Público e o Judiciário processando e punindo pais por "abandono intelectual" como foi visto na reportagem do Fantástico -  PAIS DE CRIANÇAS "NORMAIS", "SADIAS".

O mesmo ocorre com pais de crianças deficientes?   Claro que não!   

Estes  pais, se não procurarem a escola, não serão importunados - ao contrário, se não levarem seus filhos para a escola, não lutarem pela inclusão, estão fazendo ainda um favor às Autoridades, que estão muito despreparadas para lidar com inclusão e acessibilidade.

A inclusão é um direito mas, na prática, continua sendo uma utopia, como se pode verificar na pela denúncia feita pelo RJTV. A legislação existe mas nem sempre as escolas estão preparadas -  falta acessibilidade e preparo em geral de funcionários e professores, além de preconceito.

Tenho vivenciado na escola situações de exclusão, bullying, preconceito e até nepotismo. Pais de crianças portadoras de necessidades especiais tendo dificuldade de matricular criança na escola e ver atendidas as necessidades de seus filhos.   Crianças portadoras de Alergia Alimentar sendo recusadas pelas escolas particulares que não querem se responsabilizar por cuidados especiais que visam manter a integridade destas caso decidam experimentar uma balinha oferecida por um colega! 

As escolas estão preparadas somente para o atendimento ao aluno padrão e completamente despreparadas para aqueles que não se enquadram dentro desse modelo padronizado previamente.  

 A escola não é a única opção que existe para a socialização e que ao optar pela educação domiciliar os pais não estarão privando seus filhos da socialização -  aliás, socialização não é prerrogativa exclusiva da escola e nem seu objetivo principal,  as recentes experiências com a prática de Bullying e com os obstáculos na inclusão dos portadores de deficiência demonstram que a escola também promove exclusão  -  e não queremos que nossos filhos crescendo com preconceito e segregação.

Estamos cansados de segregação, ainda mais do modelo pedagógico usado em algumas escolas de classificação de alunos em turmas A, B e C, pelo critério da maior aptidão, que está na contramão da direção desse progresso intelectual. Em algumas escolas particulares, as "melhores cabeças" já são selecionadas em provinhas, aos 04 e 05 anos de idade. Vão para a turma "A", onde todos são muito bonitos, saudáveis, tiram notas parecidas, podem comprar o mesmo brinquedo, etc. Resultado: a criança é criada num gueto, com a falsa impressão de que o mundo é daquele jeito. Não aprende a lidar com certas dificuldades porque nem sabe da existência delas e, no futuro, se for reprovada num teste, não saberá como enfrentar essa situação. Se sofrer um acidente, perdendo uma perna, por exemplo, será capaz de suicidar-se por total despreparo emocional. 

Enquanto as escolas públicas abrem as portas para a as familias, comunidade e os "Amigos da Escola", algumas escolas particulares estão fazendo de tudo para afastar a família e os "alunos diferentes" a fim de esconder a prática de bullying e evitar ações judiciais ao invés de participar ativamente da construção de cidadãos em conjunto com as famílias, indo na contra-mão da pedagogia moderna e da política educacional.

NÃO SOU CONTRÁRIA A ESCOLA, SOU A FAVOR DO DIREITO DE ESCOLHA DOS PAIS SOBRE A FORMA DE EDUCAR SEUS FILHOS - e os motivos que levam os pais a optar pelo homeschooling  vão desde a insatisfação com as escolas e bullying ao medo em relação a integridade física e psicológica dos filhos,  motivos válidos.

Também não vejo nenhuma proibição legal ao homeschooling que leve o MP e o Judiciário a perseguirem famílias, como se não tivessem coisas mais importantes para fazer ou ações mais importantes para  se dedicar.

O art. 55 do ECA é, a meu ver, inconstitucional na medida em que, em seu texto literal prevê que " os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino."  enquanto a Constituição diz que "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho" -  o Estado tem o dever de oferecer mas se os pais tem condições de oferecer aos filhos uma educação melhor do que a ofertada pelo Estado, não pode existir qualquer impedimento!

Wednesday, 13 February 2013

Banhoterapia - A terapia do Amor


Logo que Arthur nasceu, após seu primeiro exame auditivo (BERA) e do diagnóstico de surdez dado ainda na UTI neonatal, o próprio médico convidado para realizar o exame me acalmou e disse para analisar os resultados com desconfiança e repetir o mesmo exame algumas vezes pois muitas coisas poderiam estar interferindo no seu resultado.

Devo lembrar que, quando Arthur tinha 2 meses, fui chamada pela médica responsável pela UTI e recebi o que denominei minha primeira carta de despejo – ela queria que eu buscasse um hospital para transferir Arthur pois ele não tinha expectativa de vida, era severamente comprometido e, com suas próprias palavras: “Ele é completamente surdo, nunca vai andar, sentar ou sequer controlar a própria cabeça. Ele só irá pra casa com home care e não vai passar dos 5 anos. Não quero que ele morra nas mãos da minha equipe.”   Essa mesma profissional (que a meu ver não merece ser chamada de médica) sentenciou meu filho e repetiu muitas vezes que seus cuidados eram apenas paliativos -  Mas minha mãe e eu nunca acreditamos neste diagnóstico.

Conhecer este neurologista, foi uma das poucas coisas boas que me aconteceu naquela unidade hospitalar e, obviamente ele nos acompanha até hoje e é um dos meus queridos neurologistas pediátricos. Repetimos tal exame 4 vezes até provar que Arthur não era surdo.

Um ano depois do nascimento fomos transferidos para internação domiciliar. Chegamos em casa, Arthur tinha os braços contraídos, espásticos, quase não os movimentava e praticamente só nos cumprimentava com os pés – o que presumi ter sido causado por estar sempre imobilizado por conta dos acessos venosos e fios que o cercavam na UTI. Já sob orientação da minha mãe, que é pediatra, começamos a trabalhar o relaxamento dos braços, a movimentação dos dedinhos, etc.

Este neurologista, em sua primeira visita domiciliar, ao ser indagado sobre tudo o que poderia ser feito pelo Arthur para que ele tivesse uma vida feliz e confortável me disse que todo tipo de estímulo era bem vindo, o toque das mãos, texturas diferentes, sensação de quente e frio, etc. Lembrei de uma passagem do filme “o Óleo de Lourenzo” na qual a mãe diz para o filho “Lorenzo, diz pro seu dedinho, dizer pro seu pezinho, dizer pra sua perna...”   - acompanhando o caminho do estímulo até o cérebro - e, a partir daí, criamos rituais de massagem, banho e brincadeiras que garantiram a ele um grande progresso, tudo sempre de forma lúdica, sem sofrimento.

Um dos rituais mais valorizados por nós é o ritual do banho, onde praticamos a BANHOTERAPIA.

O uso da água é umas das terapias naturais mais antigas, simples e eficazes. A água é símbolo de purificação e limpeza, associada à origem da vida e à qual foram atribuídos poderes de cura e regeneração. Ela tem um poder especial para ajudar no combate do estresse e rejuvenescer o corpo. Ela age sobre a pele e os músculos, acalma os pulmões, coração, estômago e sistema endócrino estimulando os reflexos nervosos na espinha dorsal.

Normalmente a Banhoterapia é feita através de do banho de ofurô em razão de seus efeitos mecânicos e ou termais. Ela visa tonificar o corpo, estimular a digestão, a circulação, o sistema imunológico e aliviar a dor, além de contribuir para eliminação de toxinas através da pele. Mas, na falta do ofurô, a Banhoterapia pode muito bem ser adaptada e ainda assim apresentar resultados gratificantes pois a criatividade e o desejo de estimular podem superar a falta de recursos técnicos.

Arthur e eu praticamos nossa Banhoterapia de diversas maneiras: na piscina, na banheira de hidromassagem, no bacião ou até mesmo em um bom banho de mangueira!

Colecionamos esponjas e escovinhas com texturas diferentes, brinquedos próprios para banho e utensílios diversos para fazer bolhas de sabão. Depois de observar a alegria do Arthur após um banho colorido com permanganato de potássio, providenciei uma banheira de hidromassagem com cromoterapia. Para evitar problemas com alergia, não usamos nada que contenha aromas ou corantes – só usamos sabonete líquido da Granado ou infantil da Johnson – até nossas bolhas de sabão são à prova de lágrimas!

Não preciso dizer que os ganhos do Arthur foram enormes, inclusive na coordenação motora fina - ele já está jogando videogame (Nintendo DS XL) sozinho!

Recomendo a Banhoterapia do Amor para todas as mães especiais.



















Friday, 4 January 2013

Repúdio à intolerância elitista que está imperando nos meios de comunicação!

A intolerância elitista está dominando os meios de comunicação.

Fechamos o ano debatendo os comentários infelizes de uma psicóloga veiculados no programa Domingão do Faustão sobre o massacre na escola em
Newtown, nos Estados Unidos, e que provocaram danos irreparáveis à todo um trabalho que tem sido feito a favor da inclusão e da luta contra o preconceito que existe contra pessoas que tenham alguma enfermidade mental.O discurso apresentado no referido programa iguala Hannibal Lecter, o psicopata canibal do filme "O silêncio dos inocentes" com Sheldon Cooper, do seriado "The Big Bang Theory".  Ora, não precisa ser um expert para saber que um psicopata é capaz de entender com maestria a mente dos outros, a ponto de manipular, enganar e, então, roubar ou matar.

Já os portadores da
Síndrome de Asperger  - uma síndrome do espectro autista - são ingênuos e têm uma fixação por seguir regras e leis, não têm malícia e não conseguem mentir, nem fazer nada que considerem errado.

Infelizmente as pessoas tendem a atribuir uma atitude abominável como matar crianças inocentes à algum problema mental e acabam por generalizar e esteriotipar todas as pessoas que tem alguma enfermidade mental e esperar delas atitudes violentas - já vi pessoas dizerem que crianças com paralisia cerebral ou sindrome de down são violentas e isso não é verdade.

Eu mesma estou cansada de me deparar com pessoas que ficam realmente surpresas ao ter contato com meu filho (que tem apenas uma paralisia cerebral) e perceberem o quão carinhoso ele é - pessoas que já chegam perto dele com medo ou esperando alguma reação violenta!

Como salientou Patricia Kogut, a
TV, mais que todas as mídias, tem o poder de formar opiniões -  e por isso mesmo não pode tratar de determinados assuntos de forma irresponsável  sob pena de causar danos irreparáveis.

Agora, mais uma vez, nos deparamos com outra matéria absurda publicada na revista VEJA - após o  recente repugnante e preconceituoso artigo “Parada gay, cabra e espinafre”) e que, mais uma vez vem prestar um deserviço à sociedade: o artigo "O Ano das criancinhas mortas" de Lia Luft. 

Segundo a autora:  "O politicamente correto agora é a inclusão geral, significando também que crianças com deficiência devem ser forçadas (na minha opinião) a frequentar escolas dos ditos 'normais' (também não gosto da palavra), muitas vezes não só perturbando a turma, mas afligindo a criança, que tem de se adaptar e agir para além de seus limites - dentro dos quais poderia se sentir bem, confortável e feliz".

Para a Autora "inclusão geral"  é apenas um modismo politicamente correto  que obriga os os deficientes a conviver com seus coleguinhas da escola tradicional e se "afligem" por isso - como se ela tivesse a certeza de que vivendo segregados das demais crianças da mesma idade, as crianças deficientes vivem "bem, confortáveis e felizes".

O texto reflete a intolerância elitista da Autora e foi muito bem rebatido pelo Jornalista Andrei Bastos em uma critima que merece ser lida -  infelizmente muitas pessoas se atrevem a falar do que não sabem, do que não conhecem e acabam dizendo asneiras, nos deixando sempre indignados com tamanha ignorância. 

De minha parte, sem correr o risco de ser repetitiva, volto pontualmente  aos comentários que fiz  na oportunidade da reportagem "Inclusão de crianças com deficiências em escolas comuns é um desafio" -  que tratou sobre a luta do Arthur pelo seu direito de frequentar uma escola regular, exibida no Jornal da Record News, onde o comentário da psicóloga Maria Luísa Bustamante  - "o convívio não pode ser empurrado pela goela abaixo dos professores e dos alunos sem que haja um cuidado e uma preparação" - também provocou um grande estrago:
  • Não se pode falar de crianças especiais como se estas fossem uma coisa desagradável, aberrações que estão sendo impostas aos professores e demais alunos.... são seres humanos, pessoas em desenvolvimento, crianças, que precisam de amor, atenção e respeito independente de qualquer preparo.
     
  • NÃO EXISTE CURSO DE ACEITAÇÃO DE PESSOAS ESPECIAIS, Não existe preparação para se receber, aceitar e respeitar um ser humano  - quando se fala em preparo para inclusão este é em benefício do deficiente, está direcionado ao preparo profissional especial para ajudar o deficiente  a desenvolver seu potencial e superar suas limitações.
  • As deficiências não são somente inatas e podem ser adquiridas a qualquer tempo, por qualquer pessoa  - nenhuma mãe faz um curso especial para ser mãe de uma criança deficiente e não existe nenhum curso preparatório para pessoas antes de sofrer um acidente que lhes limitará suas habilidades.
  •  A diferença existe em todo lugar, pessoas portadoras de necessidades especiais frequentam shoppings, praças, supermercados e ninguém precisa de um preparo especial para frequentar tais locais ou deixa de frequentá-los para afastar-se das diferenças.
  • Os pais sabem que, na escola, seus filhos estarão em contato com outras pessoas e que, em não pode haver distinção de qualquer espécie seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza  - ninguém põe o filho na escola esperando que esta lhe forneça um mundo de fantasia e isolamento, afastando-os da realidade da vida. 
  • Este tipo de opinião já gerou campos de concentração, apartheid, genocídio e, em escolas, gera Bullying quando um colega ou um professor resolve "não engolir o outro goela abaixo" -  vivemos em sociedade e temos que nos comportar civilizadamente, respeitando normas jurídicas, sociais, morais e éticas.   
  • Um professor não pode recusar um aluno ou escolher um aluno.   Se ele escolheu lecionar, tem que aprender a atender todos os alunos.  Se não se sente preparado, que busque ajuda e se prepare -  Se não tem competência, gabarito ou intensão de atender a todos, é melhor que escolha outra profissão  - se é que existe alguma profissão cujo exercício permita a exclusão!   E o mesmo serve para qualquer outra pessoa, mesmo outros alunos e pais de outros alunos. 
Não posso deixar de ressaltar o bem enorme que o convívio com as crianças deficientes faz para as faz para às crianças "ditas normais" - talvez elas sejam as que mais tenham a ganhar com a inclusão.    E vou além, me atrevo a dizer que modelo pedagógico usado em algumas escolas de classificação de alunos em turmas A, B e C, pelo critério da maior aptidão, está na contramão de direção desse progresso intelectual. (algumas escolas particulares já começam a selecionar as "melhores cabeças" em provinhas, aos 04 e 05 anos de idade) São alunos padronizados - os alunos que vão para a turma "A", onde todos são muito bonitos, saudáveis, tiram notas parecidas, podem comprar o mesmo brinquedo, etc. Resultado: a criança é criada num gueto, com a falsa impressão de que o mundo é daquele jeito. Não aprende a lidar com certas dificuldades porque nem sabe da existência delas. Num futuro, se for reprovada num teste, não saberá como enfrentar essa situação. Se sofrer um acidente, perdendo uma perna, por exemplo, será capaz de suicidar-se por total despreparo emocional.

Vivemos em uma sociedade plural  e estamos na ERA DOS DIREITOS HUMANOS - NÃO EXISTE MAIS ESPAÇO PARA A INTOLERÂNCIA, não existe mais espaço para a exclusão, não podemos mais admitir nenhuma forma de preconceito!

Proponho a todos um momento de reflexão:  VOCÊ QUER SER RESPEITADO?  Ótimo, todos nós queremos! Você gosta que respeitem à sua dignidade?  Todos os demais seres humanos também!

E, mais uma vez, para aqueles que só entendem a linguagem popular:  todo mundo tem que engolir todo mundo,    "o direito de um termina quando começa o do outro", a relação entre as pessoas é como uma rua de mão dupla "os normais têm que engolir os deficientes na mesma medida que os deficientes têm que engolir os normais"; para  sermos respeitados, temos que saber respeitar;   "o vento que venta lá, também venta cá",   e assim por diante.

Monday, 24 December 2012

Natal 2012
FELIZ NATAL





Queridos Amigos,


2012 foi um ano difícil, com muitas intercorrências médicas e muito trabalho. Foi um ano exaustivo na luta contra a exclusão, o preconceito e o bullying mas o saldo é sempre positivo.

Conheci pessoas maravilhosas, ativistas como eu, pessoas que lutam contra todo o tipo de preconceito e não têm medo de arregaçar as mangas, manifestar sua opinião, colocar a face à mostra e lutar -  não só por si mas também pelo próximo -  ao invés de se enrustir, ficar em cima do muro e fingir que não viu...  São pessoas que têm esperança e que desejam lutar para deixar um mundo melhor para seus filhos - são essas as pessoas que desejo ter sempre ao meu lado.

Minhas crianças trocaram de escola e foram muito bem recebidas, não só pela equipe mas também pelas demais crianças e suas famílias - após 3 anos lidando com exclusão e preconceito, me senti em outro mundo, e não deveria ser assim!

Sigo firme no propósito de que precisamos humanizar o mundo e tocar o coração das pessoas.  Nada é impossível e não devemos desperdiçar as chances que nos são dadas.

Não podemos nos acomodar, é preciso demonstrar que realmente nos importamos.
Temos uma missão enorme a cumprir que vai muito além de cuidar de nossos filhos. 

Temos o dever  de mudar o mundo para eles, torná-lo acessível e receptivo e, fazer o que parece impossível: HUMANIZAR O SER HUMANO!

Precisamos semear a solidariedade e respeito ao próximo para colher amor  - o amor, a compreensão e a solidariedade podem transformar muitas vidas. 
 
Feliz Natal e um 2013 de saúde, paz, amor, humanidade, solidariedade, inclusão e sem preconceito - são os sinceros votos de minha família abençoada e feliz.

Consuelo e Gareth, Aline e Luiz,  Ivani e Ana Nery, Ana Helena e Arthur.

Saturday, 15 December 2012

BRINQUEDOS EDUCATIVOS


A melhor forma de se aprender é brincando e, por isso, a importância de se escolher os brinquedos.

Infelizmente, atualmente, a falta de tempo para dedicar às crianças fazem pais acreditar que a quantidade de brinquedos pode satisfazer a necessidade dos filhos, o que não é verdade. Os pequenos então, não precisam de muitos e  podem passar o dia todo envolvidos apenas com um brinquedo - por isso precisamos saber escolher o brinquedo certo.

É na infância que temos maiores condições de adquirir conhecimentos sobre os mais diversos assuntos e a criança deve aprender brincando.

Devemos escolher o brinquedo que convida a pensar, para que os pequenos tenham a oportunidade de experimentar possibilidades de aprendizagem e desenvolver a criatividade.  E essa é máxima no que diz respeito aos brinquedos educativos. Eles são capazes de exercitar as habilidades, a percepção e a concentração enquanto a criança se diverte.


Atualmente, cada vez mais os brinquedos fazem tudo sozinhos e isso pode significar falta de estimulo para as crianças.

Apesar do Arthur ser uma criança totalmente informatizada, que não vive sem seus brinquedos eletrônicos (DVD Player Portátil, Nintendo DS, Nintendo Wii, laptop, Ipod e Ipad, além de todos os controles remotos que nos cercam),  estou sempre procurando brinquedos educativos  que motivem Arthur a desenvolver todo o seu potencial.
As habilidades psicomotoras de uma criança são desenvolvidas através de brinquedos de raciocínio lógico, que cativam a atenção da criança e a convidam a entrar no mundo lúdico, potencial que  talvez com brinquedos eletrônicos ela não consiga acessar.

Os brinquedos educativos variam de todos os tipos de  livros (livros de páginas duras, livro de sensações, odores, cores, animais, letras), passando por brinquedos de madeira próprios para a percepção corporal da criança, noção de espaço e equilíbrio, e também jogos de montar, onde o raciocínio lógico é exigido para que ele seja resolvido.


Um simples joguinho pode ensinar a se relacionar com amigos, passar a entender julgamentos como ganhar, perder e competir. Os jogos ajudam o raciocínio, a fazer cálculos, ensinam história e até mesmo melhora a linguagem da criança.  Os jogos da memória fazem grande sucesso e são capazes de estimular a inteligência.

Tenho notado, por experiência própria, que  os brinquedos lúdicos tem contribuido para o desenvolvimento do Arthur, que tem progredido muito ão só na sua parte motora, na apreensão  de objetos, movimento de pinça  mas principalmente também na parte cognitiva.
 Na foto, minha mais nova aquisição -  a mesa com bobina de papel foi um sucesso com as crianças e já está disponível para aquisição em nossa loja virtual sob encomenda.

Friday, 23 November 2012

Carência de Acessibilidade no Rio de Janeiro



Acessibilidade vai muito além do que a simples colocação de rampas - significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população, buscando sua adaptação e locomoção, eliminando todas as barreiras, inclusive o preconceito.
Este ano estive no Aeroporto Internacional do Galeão algumas vezes e fiquei surpresa com a falta de estrutura e acessibilidade quando acabamos de sediar a Conferência Rio +20 e estamos às vesperas de dois eventos mundiais importantes: a Copa do Mundo e às Olimpíadas de 2016.

Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro -  especificamente o estacionamento do Terminal 2 é um drama para os deficientes !!!!!  Estava acompanhada do meu filho que depende da cadeira e ainda de aparelhos médicos que o acompanham. Fomos para o Terminal 2, só encontramos vagas no 2o andar cujo acesso é por escadas e apenas 1 elevador lento, para atender muita gente, de todos os andares com carrinhos e bagagens, passando pelo andar muitas vezes cheio e sem parar... uma fila enorme. Muito difícil de se deslocar com cadeira entre os carros e malas.   Sem falar que às pessoas não dão a mínima para prioridade!
Despois, precisamos ir ao Banco do Brasil que só existe no Terminal 1, as esteiras rolantes estavam paradas (das 6 apenas 1 funcionava) e o carrinho elétrico levava pessoas de um lado para o outro - o que também nao ajudava muito porque não atende à demanda. Além disso, alguem acaba tendo que levar a cadeira a pé para o outro terminal.

Inicialmente tentamos deixar desembargar a cadeira com os aparelhos no andar, na vaga de deficiente para embarque e desembarque, mas a Guarda Municipal já vem correndo de longe ameaçando multa sem nem verificar que se trata de uma pessoa deficiente  (apesar do adesivo no carro)  -   Falando do adesivo e da autorização, eles são importantes mas não deveriam ser essenciais pois DEFICIENTES TAMBÉM USAM TAXI E DEFICIENTES TAMBÉM PEGAM CARONA! 

Além disso, partindo-se do princípio que acessibilidade não é sinônimo de rampa e elevador, a carência e precariedade do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro vai muito além: falta de informação, falta de acesso gratuito à internet em suas dependências, falta de segurança permitindo que os passageiros fiquem a mercê de todo o tipo de problema, inclusive do assédio dos taxistas, como tem sido noticiado - Vale dizer que o problema com taxis no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é notório, eles tem tarifas fixas, só querem ir para a Zona Sul e até se recusam a pegar passageiros que pretendem ficar na Ilha do Governador pois consideram tais corridas desvantajosas! 

Também utilizei os serviços das barcas e, uma das vezes, na viagem da Praça XV para a Ilha do Governador feita em um catamarã, não havia nenhum lugar para cadeirantes e um usuário do serviço que trabablha diariamente no Centro da Cidade teve que viajar literalmente no meio do catamarã, no meio da passagem, sem qualquer segurança, depois de ter que embarcar de forma indigna, com pessoas levantando a cadeira pra passar pra dentro por não existir uma passarela - eu ainda tive a preocupação de me dirigir a ele e para certificar de que havia travado a cadeira!  Depois fui descobrir que ele já está acostumado com a falta de acessibilidade pois viaja diariamente nas mesmas condições - vale dizer que as condições de atendimento das Barcas já são precárias para qualquer um, que dirá para uma pessoa deficiente!

O transporte publico já é reconhecido por se recusar a parar para alunos de escolas públicas e idosos, que têm direito à gratuidade,  que dirá para deficientes com dificuldade de locomoção, são inúmeras e constantes as reclamações neste sentido, em todo território nacional.


As calçadas são uma vergonha - impossível transitar com cadeira de rodas ou carrinho de bebê.

Queremos providências!




Friday, 21 September 2012

DIA NACIONAL DE LUTA DAS PESSOAS DEFICIENTES

Nosso blog nasceu com o objetivo de lutar pela inclusão e orientar, informar e conscientizar a população dos direitos da pessoa com deficiência e,  para comemorar o Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes, estamos lançando oficialmente nossa camiseta!

O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes foi instituído pelo movimento social em um Encontro Nacional, 
com todas as entidades nacionais, em 1982 mas só foi instituido oficialmente pela lei no. 11.133 de 14. de julho de 2005 através de ação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE).

O dia 21 de setembro foi escolhido pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento de nossas reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições.